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23/10/2014 - 15:31

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CPI investigará denúncias de espionagem americana envolvendo Dilma e ministros; entenda o caso

CPI investigará denúncias de espionagem americana envolvendo Dilma e ministros; entenda o caso

A CPI da Espionagem, que será instalada nesta terça-feira (3), vai investigar as denúncias de espionagem americana feita em linhas telefônica e captação de dados pela internet (email, fax e outras transmissões) em Brasília e em outros centros de poder. O trabalho ilegal foi dirigido pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) e atingiu conversas da presidente Dilma Rousseff, ministros, técnicos em serviço público de vários estados e até de empresários

 O governo norte-americano vinha negando o grampo, mas há uma confirmação genérica: a inteligência americana analisa dados, como o emissor e o destinatário e a frequência de mensagens e telefonemas feitos no Brasil.

O escândalo foi denunciado pelo espião Edward Snowden (asilado na Rússia), que era terceirizado em vários grampos digitais, envolvendo vários líderes mundiais e seus principais assessores. O caso veio a público em várias reportagens assinadas pelo jornalista americano Glenn Greenwald e publicadas pelo diário britânico The Guardian. Greenwald também esteve em Brasília, explicando como o esquema funcionava a partir dos documentos que Snowden lhe passara.

"A espionagem é feita por motivos políticos e principalmente por razões industriais e comerciais", disse o jornalista no começo de agosto, em conversa com deputados e senadores brasileiros. "Tenho mais de 20 mil documentos e muita coisa ainda será divulgada".

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No último fim de semana, Greenwald ajudou o programa Fantástico a publicar outro pacote de documentos secretos, onde aparece a espionagem feita no Palácio do Planalto. Os analistas de inteligência americanos abasteceram os embaixadores dos Estados Unidos com informações sobre Dilma Rousseff e suas conversas com principais ministros e assessores.

Um documento, especificamente, coloca em dúvida se o Brics, grupo de países emergentes fomrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, é amigo ou inimigo dos Estados Unidos. Emails do embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, confirmam a recepção de informaçõe secretas, às vésperas de uma reunião de cúpula de líderes sul-americanos e caribenhos.

O senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, que vai participar das investigações, destacou que esse caso será alvo da CPI. Mas, na avaliação dele, o fato de o grampo ter atingido o Palácio do Planalto mostra a vulnerabilidade do Brasil nos mecanismos de proteção aos meios de comunicação do País.

A autora do pedido da CPI da Espionagem, senadora Vanessa Grazziotin, do PC do B do Amazonas, disse que, além das denúncias em si, a comissão vai sugerir uma política de proteção das informações estratégicas.

Com a participação de dezoito senadores, entre titulares e suplentes, a CPI da Espionagem terá seis meses para realizar as investigações, prazo que poderá ser prorrogado.

Requerimento de repúdio

O líder do governo no senado, senador Eduardo Braga, do PMDB do Amazonas, apresentou um requerimento de repúdio às denúncias de que a presidente Dilma Rousseff foi espionada por agentes norte-americanos. E o presidente da comissão de relações exteriores, senador Ricardo Ferraço, do PMDB do Espírito Santo, cobrou que o governo brasileiro procure, com rigor, esclarecer o que aconteceu. Ele considerou o fato uma demonstração de autoritarismo e de intolerância.

“Estou encaminhando à consideração deste Senado um requerimento exprimindo o nosso claro repúdio desta Casa, do Congresso Nacional às essas investidas do governo dos Estados Unidos.”

A senadora Ana Amélia, do PP do Rio Grande do Sul, acrescentou ser preciso esclarecer quais os tipos de comunicação da presidente Dilma Rousseff foram violadas.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Ricardo Ferraço, propôs que o governo brasileiro vá até às últimas consequências para apurar o que realmente aconteceu e que o governo federal precisa levar as denúncias de espionagem a instâncias internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).

"O que nós precisamos é cobrar explicações do governo norte-americano. O terrorismo está sendo usado como biombo. Por que o governo está se valendo dessas ferramentas, sendo que o Brasil está fora do eixo do terrorismo?", indagou.

O senador lembrou que a comissão já aprovou um convite para que o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, venha ao Senado esclarecer as denúncias de espionagem. Segundo o senador, o embaixador respondeu que depende de uma autorização de Washington para atender a esse pedido.

Com informações do Senado Federal.

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