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22/09/2019 - 18:44

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Cuidado com os golpes de phishing nesta Black Friday!

Cuidado com os golpes de phishing nesta Black Friday!

Todo ano é a mesma coisa: vem chegando a época de festas e a temporada de descontos começa. Agora, com o processo de consolidação cada vez mais forte da tradição norte-americana de separar a última sexta-feira (25) de novembro para vender produtos a preços incríveis, aumenta também o número de crimes cibernéticos no Brasil.

A Kaspersky Lab, empresa que cuida da segurança na internet, resolveu estudar o potencial de ciberataques para este ano, a partir da Black Friday, passando também pela Cyber Monday e pelas compras tradicionais de Natal. As estatísticas da empresa mostram que, em 2014 e 2015, a proporção de páginas de phising que tentam sequestrar dados financeiros como informações de cartões de crédito nesta época teve crescimento considerável em relação à média de cada ano.

Os números referentes ao phishing financeiro em todo o ano de 2014 saltaram de 28,73% para, no quarto trimestre, 38,49%. Em 2015, 34,33% de todos os ataques de phishing foram de caráter financeiro e, no quarto trimestre, esse tipo de phishing foi responsável por 43,38% de todos os ataques. E os cibercriminosos não poupam esforços ao buscarem seus alvos financeiros: tanto em 2014 quanto no ano passado, os pesquisadores observaram um aumento significativo nos ataques de phishing contra sistemas de pagamento e lojas virtuais.

Os ataques contra bancos também aumentaram, mas com um índice menor. E a previsão para o período de final de ano de 2016 também não fica atrás: cibercriminosos brasileiros andam investindo esforços em duas novas modalidades de phishing: via SMS e compra de anúncios em redes sociais. Vale dizer que nosso país está entre os mais comprometidos por ataques de phishing no mundo todo, aponta a companhia.

No ranking mundial, o Brasil figura em segunda posição, com a China em primeiro. A criatividade dos criminosos não tem limites: eles criam páginas falsas que imitam um sistema de pagamento conhecido, copiam sites legítimos de lojas on-line ou desenvolvem lojas totalmente falsas com ofertas incrivelmente tentadoras.

A Black Friday é um prato cheio para estes criminosos, que criam até lojas inteiras falsas para fisgar consumidores desatentos semanas antes do evento.

 “As táticas são sempre as mesmas: criminosos enviam milhares de e-mail falsos, com supostas ofertas tentadoras de eletrodomésticos, smartphones entre outros produtos com preços bastante baixos, se a vítima acreditar e clicar no link, estará num site falso, e se a compra for concluída, o cartão de crédito usado será clonado. Há ainda sites falsos que oferecem a opção de pagamento de boletos bancários, se a vítima pagar o boleto, nunca receberá o produto. Para isso os phishers costumam abusar de nomes de varejistas conhecidos e já estabelecidos no mercado, criando domínios falsos e divulgando as falsas ofertas”, conta Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab.

Para Assolini, o objetivo destes golpistas é maquiar o máximo possível seus meios, a fim de que as mensagens e sites fiquem o mais próximo possível de promoções naturais. No caso do SMS, o alvo são donos de smartphone que costumam comprar usando dispositivos móveis; os criminosos têm enviado milhares de SMSs com links para os sites falsos, que ao serem acessados irão exibir a página falsa já em formato móvel.

Aliás, no Brasil, vem crescendo a modalidade de compras através das redes sociais. Facebook e Twitter são as preferidas dos usuários, e portanto passaram a ser também o principal meio de atuação dos golpistas. Os anúncios sempre usam o nome de varejistas conhecidos e trazem links para os sites falsos, com preços tentadores.

O que fazer, então?

O Procon e a Proteste alertaram sobre as fraudes que chegam com o período. A diretora do Procon Amazonas, Rosely Fernandes, destaca um aumento nas reclamações nesta época do ano. “A empresa diz que vai dar 70% de desconto quando, na realidade, estava praticando um preço bem acima, para chegar no dia da promoção e baixar. É uma maquiagem de preço que nós, consumidores, devemos boicotar e denunciar aos Procons para evitar 'o tudo pela metade do dobro'”, afirmou. Ela ainda orienta o consumidor a fazer uma pesquisa de preços antes de adquirir o produto na Black Friday. “Tem que saber pesquisar. Pesquise uma ou duas semanas antes, para quando chegar o dia da Black Friday comparar se realmente houve a redução de preço, de modo que a gente não tenha a maquiagem", orientou. Já a Proteste levanta a bola para o grande número de fraudes praticadas no e-commerce no período e pede cautela nas compras. A dica é para que o consumidor não feche o negócio se notar que os descontos são enganosos e que o anúncio de oferta não passa de um artifício para vender mais, o que, segundo a Proteste, é comum no período. A sugestão é fazer pesquisas em outras lojas para ter certeza de que o preço é realmente promocional.

A recomendação, portanto, é ficar esperto: desconfie de links com preços inacreditáveis, cupons de desconto que caem do céu e demais ofertas absurdas. A única forma de comprar com segurança é visitando o site oficial da loja e fazendo a boa e velha pechincha — em lojas tradicionais e sites seguros, claro.

 





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