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21/06/2018 - 22:35

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Oito países das Américas notificam casos confirmados de sarampo em 2018

Oito países das Américas notificam casos confirmados de sarampo em 2018

Oito países das Américas notificaram 185 casos confirmados de sarampo nos primeiros três meses deste ano: Antígua e Barbuda (1 caso), Brasil (8), Canadá (3), Estados Unidos (11), Guatemala (1), México (1), Peru (1) e Venezuela (159). Os dados são da atualização epidemiológica publicada na sexta-feira (9) pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

Os casos em Antígua e Barbuda e na Guatemala foram importados, respectivamente, do Reino Unido e da Alemanha. Os casos no Canadá e nos Estados Unidos também são importados ou associados à importação.

No México, foi identificado um caso provavelmente importado, em uma mulher de 38 anos, e no Peru está sendo investigado o lugar onde ocorreu a infecção de um homem de 46 anos. Ambos os países estão intensificando a vigilância epidemiológica e as atividades de vacinação. O último caso autóctone (infectado localmente) registrado no México ocorreu em 1995 e, no Peru, em 2000.

Na Venezuela, 82% dos casos confirmados foram registrados no estado de Bolívar, com o epicentro do surto no município de Caroni. A propagação do vírus para outras áreas geográficas é explicada, entre outros fatores, pelo alto movimento migratório da população devido à atividade econômica em torno da mineração e do comércio.

Para interromper a transmissão do vírus na Venezuela, foi elaborado um Plano Nacional de Resposta Rápida, que inclui estratégias e atividades de vacinação, vigilância epidemiológica, busca e investigação de casos, além de capacitação de profissionais de saúde.

No Brasil, todos os oito casos ocorreram no estado de Roraima e em venezuelanos. Nenhuma das pessoas tinha histórico de vacinação. Para enfrentar o surto, o Ministério da Saúde, em coordenação com o governo estadual e com os governos municipais de Roraima, realizou no sábado (10) o Dia “D” de vacinação contra o sarampo, das 8h às 18h.

Com um total de 124 equipes de vacinação, distribuídas em todo território do estado, a campanha ocorre até 10 de abril. O público-alvo é a população não vacinada, na faixa etária de 6 meses a 49 anos de idade, que vive atualmente no estado. O plano emergencial de contenção do surto de sarampo em Roraima conta com a colaboração da OPAS/OMS.

O organismo internacional, a pedido do Ministério da Saúde do Brasil, está apoiando a montagem de um posto de vacinação em Pacaraima, município brasileiro localizado na fronteira com a Venezuela. Além disso, está ajudando o governo federal brasileiro no fornecimento de seringas, na compra de materiais para manter a temperatura adequada das vacinas, na contratação de profissionais (por exemplo, vacinadores) e no envio de especialistas para apoiar as autoridades nacionais e locais, entre outros.

Recomendações às autoridades

A região das Américas foi a primeira do mundo a ser declarada livre de sarampo, uma doença viral que pode causar graves problemas de saúde, inclusive pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. A principal medida para prevenir a introdução e disseminação do vírus do sarampo é a vacinação da população suscetível, juntamente com a implementação de um sistema de vigilância de alta qualidade e sensível o suficiente para detectar de forma oportuna quaisquer casos suspeitos.

Tendo em vista as contínuas importações do vírus de outras regiões do mundo e os surtos em curso nas Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) insta os países e territórios a vacinar a população para manter uma cobertura homogênea de 95% com a primeira e a segunda dose da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola em todos os municípios.

Também sugere fortalecer a vigilância epidemiológica do sarampo para alcançar a detecção oportuna de todos os casos suspeitos de sarampo e garantir que as amostras sejam recebidas por laboratórios dentro de cinco dias após serem tomadas; e estabelecer mecanismos padronizados para fornecer uma resposta rápida frente aos casos importados de sarampo, com o objetivo de evitar o restabelecimento da transmissão endêmica (ou seja, que existe de forma contínua e constante dentro de uma determinada região). Uma vez ativada a equipe de resposta rápida, deve-se assegurar uma coordenação permanente entre os níveis nacionais e locais, com canais de comunicação permanentes e fluidos.

Com ONU Brasil.





 

 

 

 

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