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17/12/2018 - 05:58

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São Luís recebe peça "Todo Camburão tem um Pouco de Navio Negreiro"

São Luís recebe peça "Todo Camburão tem um Pouco de Navio Negreiro"

A discussão sobre a criminalização e perseguição da juventude negra nas periferias brasileiras dá o tom do espetáculo “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, com que o grupo Nóis de Teatro, de Fortaleza/CE, circula por São Luís, com quatro apresentações gratuitas em praças da capital maranhense.

Em São Luís, o espetáculo será apresentado dias 6 (Praça Nauro Machado, Praia Grande), 7 (Praça dos Catraieiros, Casa do Maranhão, Praia Grande), 8 (Praça da Ressurreição, Anjo da Guarda) e 9 de dezembro (Largo do Desterro), sempre às 19h.

Todas as apresentações são gratuitas e com Acessibilidade em LIBRAS. Dias 6 e 7 de dezembro, das 9h às 13h, o grupo realiza uma oficina para artistas da cidade, no Teatro Itapicuraíba (Anjo da Guarda). Dia 8, no mesmo local e horário, acontece um encontro com um grupo local, para intercâmbio e oficina.

ESPETÁCULO

O espetáculo é dividido em três atos e conta a história de Natanael, uma espécie de anti-herói nascido na periferia, inserido num brutal sistema de opressão e violência, realidade comum a muitos brasileiros, que, aos 18 anos, resolve ingressar nas fileiras da polícia militar. Este ator-narrador é o grande foco de “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro” e sua dramaturgia épica, algo como uma “tragédia afro”, é cerzida por elementos alegóricos e representativos do movimento negro no Brasil e no mundo, além de diversas referências à mitologia dos orixás.

A montagem do espetáculo do Nóis de Teatro se baseia em visitas realizadas a comunidades quilombolas do Ceará e do Maranhão, além de terreiros de umbanda e candomblé, e dialogando com movimentos sociais que pautam questões da população negra. O grupo tem sede na periferia da capital cearense, na Comunidade de Granja Lisboa, Território de Paz do Grande Bom Jardim.

“Todo camburão tem um pouco de navio negreiro” venceu o Prêmio Funarte de Arte Negra, o que garantiu o trabalho de pesquisa, construção e montagem do espetáculo. Dirigida por Murilo Ramos, a peça tem concepção geral, dramaturgia e assistência de direção de Altemar Di Monteiro, que também integra o elenco, que se completa com Jefferson Saldanha, Doroteia Ferreira, Kelly Enne Saldanha, Henrique Gonzaga, Amanda Freire e Maurício Rodrigues. A produção local é de Andressa Cabral, da Mará Cult Produções.





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