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São Luís

17/09/2019 - 08:44

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Defesa Civil acompanha famílias de áreas de risco e mantém monitoramento

Defesa Civil acompanha famílias de áreas de risco e mantém monitoramento

A Prefeitura de São Luís, por meio do trabalho realizado pela Defesa Civil, vem atuando constantemente no monitoramento das áreas de riscos da cidade e com ações para minimizar os impactos das chuvas. Diante do aumento no índice pluviométrico, apontado em relatório do Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), o poder público municipal vem intensificando as ações, executando o Plano de Contingência e agilizando o atendimento emergencial às ocorrências, que podem ser notificadas por meio dos números 153 e também pelo whatsapp para emergências  98822-5352. Entre fevereiro e abril, o volume de chuvas deve ultrapassar os 1,2 mil milímetros, quantidade esperada para todo o ano de 2019.

O secretário municipal de Segurança com Cidadania, Héryco Coqueiro, destaca o papel do poder público nesse atendimento e o trabalho preventivo que é realizado pela Defesa Civil, de forma integrada com outros órgãos, ao longo do ano. "As ações de monitoramento das áreas de risco e de prevenção e orientação aos moradores são realizadas permanentemente, durante todos os meses do ano, seguindo orientação do prefeito Edivaldo. Nesse período chuvoso, intensificamos o trabalho junto às comunidades e estamos de prontidão 24h para o atendimento às ocorrências", ressalta o titular da Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), pasta a qual a Defesa Civil é vinculada.

Durante o atendimento às ocorrências, a Defesa Civil põe em prática as ações do Plano de Contingência do Município, documento que estabelece os procedimentos a serem adotados pelos órgãos envolvidos na resposta a emergências e desastres, quando da atuação direta ou indireta em eventos relacionados a desastres naturais.

Desde a madrugada de quarta-feira, o trabalho do órgão está com maior atenção voltada para a Rua João Paulo II, na Vila Bacanga, onde parte de alguns cômodos de quatro residências desabaram, após as fortes chuvas que caíram sobre a capital. Por conta da ocorrência, equipes da Defesa Civil interditaram 50 casas na rua e estão oferecendo suporte para a transferência dos moradores para um local seguro, seja casa de familiares ou abrigo providenciado pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), que também se encontra na área realizando a identificação, o cadastramento e o acompanhamento das famílias. Para garantir a segurança dos moradores, carros baús e caminhonetes da Defesa Civil auxiliam no transporte de roupas e objetos pessoais das famílias.

Com a ocorrência, equipes da Defesa Civil estão no local avaliando a situação e adotando todas as medidas necessárias. A Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) foi acionada e, por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) da área Itaqui-Bacanga, já atua na área a fim de realizar a identificação, o cadastramento e o acompanhamento das famílias envolvidas.

Após a identificação, é realizada uma avaliação individual socioeconômica de cada família afetada para posterior acolhimento, em casa de familiares, abrigo institucional temporário da Semcas ou inserção no Benefício Eventual Auxílio Moradia (aluguel social), este, de acordo com o perfil socioeconômico da família.

A área já vinha sendo monitorada pela Defesa Civil pois, além de terem sido construídas onde era um lixão, as residências estão em cima de uma barreira, em área considerada, tanto pela Defesa Civil quanto pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), um ponto de alto risco de deslizamento. "Estamos trabalhando para minimizar os riscos para as famílias. A solução imediata é retirada de todos os moradores das casas interditadas na Rua João Paulo II", informa a superintendente da Defesa Civil Municipal, Elitânia Barros.

Além da Defesa Civil Municipal, os moradores da rua também estão sendo acompanhadas por equipes da Semcas. "Nossa função é fazer o levantamento social de todas as famílias, saber número de integrantes, de crianças e oferecer os serviços da assistência" disse a superintendente da Proteção Social Básica da Semcas, Rosangela Maria Mota Mirada.

Segundo Rosangela Maria Mota Mirada, o trabalho da Proteção Social Básica da Semcas vai continuar após a retirada das famílias da rua, com o cadastro das famílias e acompanhamento social por parte da Prefeitura.

A doméstica Helenilce Ferreira, que morava há dez anos no local, revela que os moradores sabiam que no lugar, antes da construção das casas, funcionava um lixão. "Tenho familiares aqui e todas as casas realmente estão muito comprometidas. Na hora que chovia forte e saímos para a rua, outros vizinhos também saiam de suas residências. Todo mundo com medo de perder os móveis e as roupas", diz.

TRABALHO PREVENTIVO

São Luís possui cerca de 60 áreas de risco que são constantemente monitorada pela Defesa Civil Municipal. Entre os bairros com áreas de risco estão Coroadinho, Vila Palmeira e Cohama/Turu e outros do eixo Itaqui Bacanga, Centro Histórico, da Zona Rural I e II, e da chamada Zona Costeira, que compreende o bairro São Francisco. Especialmente nessas áreas, a atuação do poder público municipal é contínua e realizada de forma preventiva. A barragem do Bacanga também tem recebido o monitoramento.

O trabalho preventivo consiste em visitas aos domicílios localizados em áreas com probabilidade de deslizamentos e tem o objetivo de orientar as famílias que residem nesses locais e prevenir possíveis ocorrências de desabamentos, em decorrência do período chuvoso. Durante a ação, quando verificado o risco, as famílias são notificadas do problema e orientadas sobre os programas sociais disponibilizados em apoio a situações do gênero. O órgão realiza, ainda, palestras educativas, distribuição de folhetos informativos, entre outras ações.

ÍNDICE PLUVIOMÉTRICO

Entre fevereiro e abril, o volume de chuvas deve ultrapassar os 1,2 mil milímetros, quantidade esperada para todo o ano de 2019. O dado é do Núcleo de Meteorologia da UEMA, que indica ainda alta média de 13% na previsão de chuvas para o próximo mês, em comparação ao mesmo período em 2018. Enquanto abril do ano passado registrou 470 milímetros de chuvas, este ano é esperado que ultrapasse os 540 milímetros. Os dados embasam o trabalho da Defesa Civil, que segue atuando junto às comunidades localizadas nas áreas de risco.





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