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20/08/2019 - 16:39

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Com mais de meio século de carreira, Beth Carvalho morre aos 72 anos

Com mais de meio século de carreira, Beth Carvalho morre aos 72 anos

A cantora e compositora Beth Carvalho morreu nesta terça-feira (30), no Rio de Janeiro, aos 72 anos. Ela estava internada no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, desde 8 de janeiro. Ela morreu de septicemia (infecção generalizada).

Beth já apresentava problemas de saúde há algum tempo e, em 2009, chegou a cancelar uma apresentação no Réveillon, na Praia de Copacabana, por causa de fortes dores na coluna; e em 2012, se submeteu a uma cirurgia para tentar solucionar essas dores.

Ainda em 2010, ela foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, em São Paulo, porém não pode participar do desfile já por motivos de saúde. Recentemente, a cantora chegou a fazer alguns shows deitada em uma cama porque não conseguia permanecer sentada.

Com mais de 50 anos de carreira e dezenas de discos gravados, Beth Carvalho era considerada madrinha de artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Jorge Aragão.

Na página oficial da artista nas redes sociais, a informação é de que Beth morreu às 17h33, cercada do amor de seus familiares e amigos. A cantora deixa um legado inestimável para a música popular brasileira e sempre será lembrada por sua luta pela cultura e pelo povo brasileiro.

O velório da cantora Beth Carvalho será realizado nesta quarta-feira (1º), a partir das 10h, no Salão Nobre da sede do Botafogo de Futebol e Regatas, seu clube do coração, em Botafogo. De lá, o cortejo seguirá em carro aberto do Corpo de Bombeiros para o crematório do Cemitério São Francisco Xavier, do Caju, zona portuária da cidade, onde será cremado.

A sambista completaria 73 anos no próximo domingo (5), quando tinha programado uma grande festa para comemorar a data.

Trajetória

A carreira de Beth Carvalho teve origem na bossa nova. Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples com a música Por Quem Morreu de Amor, de Menescal e Bôscoli. Em 66, já envolvida com o samba, participou do show A Hora e a Vez do Samba, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela.

Participou de festivais como o Festival Internacional da Canção (FIC) e o Festival Universitário. No FIC de 68, conquistou o 3º lugar com Andança, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, e ficou conhecida em todo o país.

A partir de 1973, passou a lançar um disco por ano e se tornou sucesso de vendas, emplacando vários sucessos como 1.800 Colinas, Saco de Feijão, Olho por Olho, Coisinha do Pai, Firme e Forte e Vou Festejar.

Beth Carvalho é reconhecida por resgatar e revelar músicos e compositores do samba. Em 1972, ajudou no resgate de Nelson Cavaquinho, que lhe presentou com a canção Folhas Secas, parceria de Nelson com Guilherme de Brito, e de Cartola, de quem três anos depois gravou a até então inédita As Rosas Não Falam. As duas se tornaram clássicos da música brasileira

Para Caetano Veloso, a cantora Beth Carvalho foi uma das maiores maravilhas do Brasil. “Eu a conheci logo que cheguei ao Rio com Bethânia. Ela muito menina cantando Bossa Nova, depois se tornou a madrinha do renascimento do samba de raiz do Rio de Janeiro. É uma das maiores expressões da nossa cultura”.

Paulinho da Viola também homenageou a Madrinha do Samba. “Perdemos hoje uma pessoa muito importante para o nosso samba. Beth Carvalho terá seu lugar entre aqueles que contribuíram para a construção do patrimônio musical brasileiro. Sua importância se estende também aos compositores cujas obras ela deu voz. Tive a satisfação de ouvi-la gravar Dança da Solidão. Minha solidariedade aos familiares, amigos, amantes do samba, fãs e à Estação Primeira de Mangueira”.





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