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18/09/2019 - 01:24

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Tóquio 2020: refugiados no Brasil treinam para participar de equipe olímpica

Tóquio 2020: refugiados no Brasil treinam para participar de equipe olímpica

A um ano das Olimpíadas de Tóquio 2020, a capital do Japão se prepara para receber atletas de todo o mundo, incluindo refugiados que competirão sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional, COI.

O organismo financia a preparação de 37 competidores, que tentarão uma vaga na Equipe Olímpica de Refugiados.

Judocas

Os quase 40 refugiados representam oito esportes diferente. O atletismo, o badminton, o boxe, o judô, o karatê, a natação, o taekwondo e o levantamento de peso.

Os atletas também são de países distintos. Do Afeganistão, dos Camarões, da República Democrática do Congo, da Eritreia, da Etiópia, do Irã, do Sudão do Sul, do Sudão e da Síria.

Bolsa-atleta

O grupo recebe uma bolsa-atleta por meio da iniciativa de auxílios e fomento ao desenvolvimento do esporte do COI, a Solidariedade Olímpica. O projeto também tem a participação dos Comitês Olímpicos Nacionais dos países de acolhimento.

Atualmente, os 37 beneficiários residem em países como Austrália, Bélgica, Brasil, Alemanha, Israel, Jordânia, Quênia, Luxemburgo, Portugal, Holanda Turquia e Reino Unido.

Entre os atletas, estão os 10 integrantes da primeira Equipe Olímpica de Refugiados, que estreou no maior evento esportivo do mundo em 2016, no Rio de Janeiro. Dois dos competidores residem na capital fluminense, os judocas congoleses Popole Misenga e Yolande Mabika.

Misenga luta na categoria até 90 kg. Yolande, na faixa de peso até 70 kg.

Rio 2016

Em 2016, Popole foi eliminado após um embate com o então campeão mundial da sua categoria, o sul-coreano Gwak Dong-han. Yolande perdeu para a israelense Linda Bolder. Apesar das derrotas, a dupla saiu da Rio 2016 com otimismo por finalmente ter retornado ao esporte de alto rendimento.

Yolande ficou dois anos sem treinar antes de ter a oportunidade de se preparar para as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Em 2017, os dois congoleses participaram do Campeonato Carioca, onde Popole levou prata. Na época, os refugiados já sonhavam com Tóquio 2020 e treinavam mirando uma eventual vaga para viajar ao Japão.

Portugal

Portugal também abriga dois atletas que fazem parte da lista. O boxeador Faris Walizadeh é do Afeganistão e vive em Lisboa. Dorian Keletela, da República Democrática do Congo, também vive na capital portuguesa e tenta uma vaga no atletismo.

Com a bolsa-atleta, a Solidariedade Olímpica e os comitês nacionais ajudam os refugiados não apenas a treinar e se qualificar para as Olimpíadas, mas também a dar prosseguimento com suas carreiras no esporte e a construir um futuro.

Equipe Olímpica

Além da primeira equipe olímpica de refugiados, o COI chamou 13 novos esportistas para o programa de auxílio. Outros 24 atletas beneficiários estão se preparando em grupo no Centro de Treinamento de Refugiados de Tegla Loroupe, no Quênia.

Os integrantes da Equipe Olímpica de Refugiados serão anunciados em junho de 2020.

O presidente do COI, Thomas Bach, afirma que, com o auxílio financeiro e técnico, o comitê internacional deseja mostrar que os refugiados enriquecem o esporte e as sociedades. Ele acredita que “a equipe enviará um sinal de esperança para todos os refugiados em todo o mundo e será um lembrete a todos da magnitude da crise de refugiados.”
Treinamento

De acordo com a entidade, o apoio dos comitês olímpicos nacionais e das federações esportivas mundiais será fundamental para assegurar o treinamento dos 37 atletas refugiados na preparação para a Tóquio 2020.

O alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, destacou que “o esporte é uma linguagem universal que transcende fronteiras, muros, guerras e outras barreiras.”

Para o representante, o esporte é também “uma ferramenta poderosa para ajudar refugiados a se curar (dos traumas), a crescer e a se tornar parte das suas novas comunidades.”

Atualmente, o Acnur mantém uma parceria com a Fundação Olímpica de Refúgio, do COI, que promove atividades esportivas para refugiados e outras vítimas de deslocamento forçado, incluindo por meio da construção de instalações para a prática de esportes. A meta da fundação é garantir que, até 2024, 1 milhão de jovens em situação de deslocamento forçado tenham acesso ao esporte.

ONU News.

Foto: O judoca congolês, Popole Misenga, na Rio 2016 / Acnur/Benjamin Loyseau.





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