Se seu navegador não suportar JavaScript. Algumas funcionalidades não serão exibidas, estamos trabalhando para disponibilizar mais breve possível as funcionalidades sem javascript.

suaCidade

São Luís

17/08/2019 - 08:49

Sao Luis: Algumas Nuvens, 27 °C

Brasil registra 2º maior número de casos de sarampo nas Américas

Brasil registra 2º maior número de casos de sarampo nas Américas

A região das Américas confirmou 2.927 casos de sarampo neste ano. Os dados são da mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que reuniu dados disponíveis até 7 de agosto. A doença foi identificada em 14 países, de 1º de janeiro a 27 de julho. O maior número de episódios da infecção foi registrado nos Estados Unidos (1.172), seguido pelo Brasil (1.045) e Venezuela (417).

Os demais casos foram notificados pela Argentina (5), Bahamas (1), Canadá (82), Chile (4), Colômbia (175), Costa Rica (10), Cuba (1), Curaçao (1), México (3), Peru (2) e Uruguai (9).

A OPAS recomenda que os países orientem todos os viajantes internacionais a receber as vacinas contra o sarampo e a rubéola. A vacina deve ser administrada pelo menos duas semanas antes da viagem para as áreas com transmissão de sarampo. A orientação vale para bebês a partir dos seis meses de idade e todos os grupos de idade mais avançada.

De acordo com a agência da ONU, a incidência atual do sarampo é 70% maior do que a registrada em 18 de junho, data em que a atualização epidemiológica anterior foi publicada.

Para controlar a propagação da doença, o organismo pede que os países das Américas mantenham a cobertura vacinal da população-alvo em pelo menos 95% — com duas doses da vacina, segundo o calendário vacinal de cada país.

A OPAS ressalta ainda a importância de vacinar populações em risco, como os profissionais de saúde e das áreas de turismo e transporte, que incluem os ramos de hotelaria e transporte aeroviário e categorias como os motoristas de táxi.  A agência aponta a necessidade de identificar fluxos migratórios do exterior e deslocamentos internos de cidadãos dentro do próprio país.

Além disso, a instituição aponta que, durante os surtos, deve ser implementada uma estratégia adequada de manejo dos casos, para evitar a transmissão dentro dos serviços de saúde. Essas medidas incluem, por exemplo, a garantia de um fluxo apropriado de pacientes para salas de isolamento.

Sarampo

O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa, causada por um vírus. Pode ser prevenida por uma vacina segura e eficaz, cujas doses devem ser administradas conforme o calendário nacional de vacinação de cada país.

Em 2018, quase 350 mil casos de sarampo foram registrados no mundo, mais do que o dobro do notificado em 2017. Globalmente, desde 2010, a cobertura de vacinação com as três doses contra a difteria, o tétano e coqueluche (DTP3) e uma dose contra o sarampo estagnou em torno de 86%. Embora alto, o número não é suficiente para impedir a proliferação das infecções.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é necessária uma cobertura de 95%  — não apenas no nível nacional, mas também no nível local – para proteger contra surtos de doenças evitáveis por vacinas.

Vacinação no Brasil

Na última terça-feira (6), o Ministério da Saúde do Brasil fez um alerta aos pais, mães e responsáveis que vão viajar com os filhos com idade entre seis e 12 meses para municípios brasileiros com surto ativo do sarampo.

A recomendação é de que todas essas crianças sejam vacinadas contra a doença, com um período mínimo de 15 dias antes da data prevista para a viagem.

Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a transmissão do vírus do sarampo no país.

Atualmente, 43 cidades em três estados brasileiros — São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — se mantêm com surto ativo, ou seja, com crescimento no número de casos confirmados da doença.

A OPAS reuniu sete fatos sobre a prevenção e tratamento do sarampo no Brasil. Confira abaixo:

• No Brasil, o esquema vacinal funciona da seguinte forma: crianças de 12 meses até meninos e meninas com menos  de cinco anos de idade recebem uma dose da vacina aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de vida (tetra viral) – em casos de surtos, recomenda-se a aplicação de uma dose em crianças de seis até 11 meses. Já pessoas de cinco anos a 29 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente, recebem duas doses da vacina tríplice viral. Adultos de 30 a 49 anos recebem uma dose da vacina tríplice viral.
• Quem comprovar a vacinação contra o sarampo (tríplice viral, dupla viral ou tetraviral), conforme recomendado para a sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.
• O vírus do sarampo é espalhado por tosse e espirros, contato pessoal próximo ou contato direto com secreções nasais ou da garganta. Entre os sintomas, estão erupção cutânea (vermelhidão na pele), febre, nariz escorrendo, olhos vermelhos e tosse. Dentre as complicações mais graves, estão cegueira, encefalite (infecção acompanhada de edema cerebral), diarreia grave (que pode provocar desidratação), infecções no ouvido ou infecções respiratórias graves, como pneumonia.
• Pessoas com sinais de sarampo devem ser levadas para um centro de saúde imediatamente.
• O vírus permanece ativo e contagioso no ar ou em superfícies infectadas por até duas horas e pode ser transmitido por uma pessoa infectada a partir de quatro a seis dias antes do aparecimento das erupções cutâneas (vermelhidão na pelo). A transmissão também acontece quatro dias depois do aparecimento das erupções.
• No Brasil, quando a pessoa for se vacinar, é importante levar junto o próprio cartão de vacinação e o das filhas ou filhos. Assim, os profissionais de saúde poderão ver se serão necessárias outras vacinas. Se a pessoa não tiver o cartão de vacinação, as vacinas também estarão disponíveis para ela. Mas é importante que se lembre de guardá-lo da próxima vez.
• Às vezes, um leve inchaço e vermelhidão podem ocorrer no local da injeção da vacina. Isso não deve ser motivo de preocupação e, normalmente, desaparece com compressas mornas e paracetamol.

Com ONU News.

Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva.





Enquete

Você é a favor da Reforma da Previdência?:

 

E-mail:

greg