8 mil pessoas foram ao desfile de 7 de Setembro em São Luis; no Brasil protestos em pelo menos 5 Estados

Aproximadamente 8 mil pessoas assistiram ao desfile de 7 de Setembro na capital do Maranhão neste sábado, 7 de setembro. Tropas da Marinha, Exército, Aeronáutica, ex-combatentes, alunos de colégios militares e entidades civis passaram pela Avenida Vitorino Freire, uma das principais de São Luís, onde tradicionalmente ocorrem os desfiles.
Este ano, 800 homens da Guarda Municipal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, além da PM não participaram do desfile. A ordem foi que todo o efetivo ficasse de prontidão caso houvesse manifestação e também para evitar crimes e atos de vandalismo neste feriado. Homens disfarçados do Exército e da PM trabalharam no desfile, mas nenhum incidente foi registrado.
Nessa sexta-feira (6) mais de 30 ônibus foram depredados em uma paralisação surpresade motoristas. Quatro foram, ainda, incendiados por vândalos. A polícia foi acionada para tentar controlar a situação. Na Rua das Cajazeiras, no Centro, os ônibus foram se aglomerando desde as 15h30. Somente por volta das 20h, o trânsito começou a ser liberado.
Ainda neste sábado (7), o Brasil foi palco de algumas manifestações que começaram pela manhã. No Rio de Janeiro policiais militares revistaram manifestantes na rua da Alfândega e na praça Tiradentes, antes que os grupos chegassem à avenida Presidente Vargas, local da parada militar. Manifestantes foram presos por desacato e por se recusarem a tirar as máscaras que usavam. Pessoas ficaram feridas por balas de borracha e estilhaços e um rapaz machucou a perna após levar choque de um PM com um teaser. Os manifestantes não se esqueceram de cobrar o paradeiro do pedreiro Amarildo Dias de Souza, sumido desde o dia 14 de julho, na Rocinha. Manifestantes entraram em confronto com Policiais Militares na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio e a situação seguiu tensa.
Em Fortaleza, os protestos no desfile cívico militar, na Avenida Beira Mar, neste sábado (7) foram reprimidos pelo forte aparato policial. Trinta pessoas foram detidas mascaradas e portando bombas de gás, paus, pedras e baladeiras e até uma com manual de guerrilha na mochila, segundo balanço apresentado pelo comandante da operação, coronel Túlio Studart.A Justiça proibiu que manifestantes fossem para Beira Mar mascarados. A PM não estimou o número de manifestantes, pois eles se dividiram em vários grupos e em vários locais do desfile.
Em Brasília, Um grupo de cerca de 200 manifestantes andou pelas pistas da Esplanada dos Ministérios, onde ocorreu o desfile oficial do Dia da Independência, e seguiu em direção ao Congresso Nacional. Quando o grupo começou a se movimentar, foi interceptado pela Polícia Militar. Os brasilienses estão nas ruas hoje protestando contra a corrupção e pelo fim do voto secreto.
Vários movimentos compõem a manifestação. Eles pedem o fim da corrupção, a prisão de condenados no processo do mensalão, mais investimentos para a Saúde e Educação e o fim do voto secreto no parlamento, entre outros temas. Também faz parte da manifestação um grupo ligado à central sindical CTB, que levanta bandeiras, como a redução da jornada de trabalho. 39 pessoas foram presas.
Em São Paulo, manifestações foram pacíficas e sem ocorrências registradas pela Polícia Militar. Pela manhã foram dois pontos de concentração de protestos. A primeira, na Praça da Sé, reuniu cerca de 500 pessoas. Na Avenida Paulista, foram 350 manifestantes que. Os números foram divulgados pela PM, que informou ainda que os dois protestos fazem parte do Grito dos Excluídos.
Tradicionalmente participam do movimento igrejas, pastorais, movimentos sociais e populares e centrais sindicais. Este ano, o 19º Grito dos Excluídos tem como tema a juventude, com o intuito de chamar a atenção para os problemas encarados principalmente por jovens de periferia. Em São Paulo, o ato começou às 8h na Catedral da Sé.
A PM informou que, ao todo, 1200 manifestantes protestaram na cidade de São Paulo durante o feriado de 7 de setembro.
Em Goiânia, manifestantes se concentraram em dois pontos diferentes, sendo que um deles reuniu o chamado Grito dos Excluídos, que ocorre todos os anos e também se dirigiu ao Centro. A Polícia Militar estimou em menos de 400 pessoas protestando e não soube estimar o público no desfile, considerado o menor da história do evento. A antecipação do início do desfile, que durou menos de 40 minutos, não desanimou os manifestantes. Eles foram às ruas com diversas reivindicações, mas só puderam seguir o mesmo percurso do desfile depois que este acabou, por volta das 10 horas.
No Espírito Santo, a polícia civil montou uma central de flagrantes na sede do Corpo de Bombeiros, na Enseada do Suá, em Vitória. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp), até o final da tarde deste sábado, duas mulheres foram detidas por desacato e um menor apreendido por carregar rojões na mochila. Os manifestantes se dispersaram às 17h40, mas o confronto entre um grupo de ativistas e policiais continuou em frente à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Um manifestante foi atropelado por uma motorista que trafegava pela Avenida Fernando Ferrari. A condutora do veículo ainda quis prestar socorro à vítima, mas foi recebida com pedradas por outros integrantes do movimento. O manifestante atropelado não recebeu socorro do Estado porque foi levado para dentro da universidade por outros integrantes
Em Minas Gerais, com a prisão de 21 pessoas nos protestos da tarde deste sábado, em Belo Horizonte, os manifestantes se dirigiram para a delegacia onde eles estavam detidos, no Barro Preto, região Central, e houve confronto com a polícia. Na porta da Área Integrada de Segurança Pública (1ª AISP), cerca de 50 pessoas pediam sua liberação. A PM usou balas de borracha para dispersar o grupo, bombas de gás lacrimôgênio e spray de pimenta.
Em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o desfile de 7 de Setembro também foi marcado por manifestações. Por volta das 11h, um grupo de pessoas usando máscaras foi cercado por barreiras policiais que faziam um cordão de isolamento na Avenida Loureiro da Silva, na zona central da cidade. Sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores também protestaram, carregando faixas e cartazes por melhorias no país. Três manifestantes foram detidos na Avenida João Pessoa, portando facas.
Cerca de 10 mil pessoas acompanharam o desfile de representantes do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, das polícias Civil e Militar, e do Corpo de Bombeiros, além de alunos de escolas municipais e estaduais.
Também houve manifestação na Ponte de Pedra, próximo ao Centro Administrativo Fernando Ferrari, na Avenida Borges de Medeiros, no centro. Na capital, as atividades cívicas serão encerradas às 17h.
Veja abaixo algumas fotos das manifestações em Brasília, Rio e São Paulo.
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