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Abstenção do Enem 2012 é maior que em 2011

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Abstenção do Enem 2012 é maior que em 2011

A abstenção no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2012 foi de 27,9%, o que significa que dos 5.790 milhões de inscritos, realizaram a prova 4.175 milhões de candidatos. O índice é levemente superior ao do ano passado, quando 26,4% dos inscritos não compareceram. Em 2010, foi de 28%.

Os Estados com maior índice de faltosos, nos dois dias, foram Roraima, Bahia e Amazonas. O menor índice foi registrado no Piauí, em Santa Catarina e Alagoas.

O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, classificou como normal o percentual de alunos que não compareceram às provas. Mas ressaltou que os dados ainda são parciais, já que ainda dependem da totalização em todos os Estados. “Sempre o índice de evasão do 1º dia é maior. O grosso não faz nem um dia, nem no outro”, explicou.

Esse foi um Enem considerado sem maiores problemas, conforme o ministro da Educação. Houve apenas episódios pontuais em alguns Estados brasileiros que, segundo ele, “não arranharam a imagem do exame”. Os maiores problemas foram relacionados àquilo que o ministro classificou como “crimes virtuais”.

Vinte e oito candidatos foram eliminados no segundo dia de provas porque postaram imagens digitais durante a realização do exame . No sábado, 3, primeiro dia, foram eliminados e retirados 37 candidatos.

Aloízio Mercadante disse que esse ato foi provocado por estudantes logo no início das provas e que, pelo comportamento, não tinham comprometimento com o exame. “É quase como se fossem pichadores eletrônicos”, classificou o ministro. Mercadante defendeu, inclusive, uma legislação mais rígida para conter eventuais crimes cibernéticos que possam comprometer o exame.

Além da eliminação de 65 candidatos por terem divulgado as provas em redes sociais, no sábado, um internauta de Campinas, iniciou um boato no Twitter relacionado ao suposto cancelamento do Enem. O ministro informou que esse caso já está sendo investigado pela Polícia Federal (PF). Os responsáveis devem ser responsabilizados criminalmente por ter espalhado uma informação falsa. “O Enem é um ritual de passagem, uma oportunidade única que não pode ser fragilizada pela irresponsabilidade de quem quer que seja”, pontuou o ministro.

 

 

IG

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