Acidentes de trânsito matam 1,25 milhão por ano

Acidentes rodoviários matam cerca de 1,25 milhão de pessoas por ano, sendo que 90% delas em países de rendas média e baixa. A afirmação do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, está em mensagem sobre o Dia Mundial em Memória às Vítimas dos Acidentes nas Estradas, celebrado neste domingo (15).
Na nota, o chefe da ONU destacou que "tais acidentes são a principal causa de morte entre jovens com idades de 15 a 29 anos". Cerca de metade de todas as mortes nas estradas afeta pedestres, ciclistas e motociclistas.
Ele pediu aos governos que reforcem a aplicação de leis sobre excesso de velocidade, direção sob efeito de álcool, o uso mandatório de cintos de segurança, capacetes para motociclistas e cadeirinha para crianças. Ban destacou que foi demonstrado que todas estas medidas podem salvar vidas.
Entre os dias 18 e 19 de novembro, o governo brasileiro, com apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS, vai sediar a Segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança nas Estradas.
Cerca de 1,5 mil delegados de mais de 100 países, incluindo ministros de Transportes, Saúde e Interior, vão se reunir para buscar formas de reduzir à metade o número de mortes e ferimentos causados por acidentes rodoviários até 2020.
Para a Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe (Cepal), a região tem feito poucos progressos para reduzir as mortes por acidentes de trânsito.
As Nações Unidas estabeleceram uma meta: reduzir pela metade, até 2020, o total de pessoas mortas em acidentes nas estradas e rodovias. Mas segundo a Cepal, para atingir o objetivo, a América Latina terá de redobrar os esforços.
Segundo a Comissão, houve aumento de 20% da mortalidade na primeira década do século na região. No ano 2000, 14,75 pessoas a cada 100 mil habitantes morreram em acidentes de trânsito. Mas em 2010, o índice subiu para 17,68 pessoas.
E nos últimos anos, não houve melhora considerável: segundo a OMS, a taxa de mortalidade por lesões em acidentes de trânsito na América Latina e Caribe chegou a 15,9 mortos para cada 100 mil habitantes, isso no ano de 2013.
Para a Cepal, apesar da melhora em relação a 2010, o número "ainda está longe da redução esperada de 50%".
Segundo a Cepal, apenas 57% dos países da América Latina e do Caribe têm metas definidas para reduzir a mortalidade durante acidentes de trânsito. As nações com objetivos mais exigentes são Argentina, Colômbia, El Salvador, México, Uruguai e Suriname.
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