Adolescente sobrevive a naufrágio no Mediterrâneo que pode ter matado 150

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, lamenta mais uma tragédia no Mar Mediterrâneo: quase 150 pessoas são dadas como desaparecidas ou mortas após um barco afundar. Nesta quarta-feira, uma equipe do Acnur entrevistou o único sobrevivente na ilha italiana de Lampedusa.
O adolescente, de 16 anos, contou que a embarcação saiu de Sabratha, na Líbia, há dois dias, com 147 passageiros, incluindo cinco crianças e várias grávidas. Ele contou que só conseguiu se salvar após apoiar-se num tanque de combustível até ser resgatado por um navio espanhol.
Resgates
O Acnur destaca que o novo incidente é um "lembrete da importância vital de buscas robustas e de melhorar a capacidade das operações de resgate". A agência da ONU lembra que salvar vidas no mar deve continuar sendo prioridade.
Neste sentido, o Acnur elogia as ações da guarda costeira italiana e da Frontex, a Agência Europeia de Fronteira e Guarda Costeira. As Organizações Não-Governamentais também participam dos resgates: no ano passado, 26% das operações no Mediterrâneo central foram feitas por ONGs.
O Acnur destaca que desde janeiro, mais refugiados têm chegado à Itália, com 23 mil pessoas até o momento. Os traficantes acabam utilizando barcos de qualidade ruim, sem potência para aguentar toda a jornada da Líbia até a Europa.
Com Rádio ONU.
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