Advogado de Elize vai alegar que ela era agredida pelo marido

A defesa de Elize Matsunaga, que matou e esquartejou o marido, o executivo da Yoki Marcos Matsunaga ao saber que estava sendo traída, acredita em vários atenuantes para o crime.
O principal foco da defesa é tentar reduzir a pena e reiterar que a mulher de Matsunaga não premeditou o assassinato, e que teria sido agredida e humilhada pelo marido.
Em depoimento, Elize disse que o marido ficou bastante irritado ao saber que foi espionado por um detetive pago com o dinheiro dele; que ele começou a xingá-la e que deu um tapa na cara dela. Ela contou ainda que o empresário disse que tinha dinheiro e que se ela levasse a filha deles para o Paraná, iria matá-la.
Foi aí que Elize pegou a pistola que ganhou do marido e atirou na cabeça dele. Doze horas depois, saiu do apartamento com as partes do corpo em três malas. A estratégia da defesa é tentar diminuir a pena de Elize.
Para o delegado que comanda a investigação, Elize cometeu homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e de forma cruel, e com agravante da ocultação de cadáver do marido depois de esquartejar o corpo dele.
A polícia ouviu nove pessoas e agora espera receber os relatórios da perícia para encerrar o inquérito.
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