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Após denúncias, Barça entrega contratos de Neymar à Justiça

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Após denúncias, Barça entrega contratos de Neymar à Justiça

O Barcelona entregou nesta segunda-feira (23) ao juiz da Audiência Nacional espanhola Pablo Ruz os contratos de Neymar para que o magistrado decida se cabe admitir o trâmite de denúncia apresentada pelo sócio Jordi Cases contra o presidente do clube, Sandro Rosell (foto), por apropriação indevida na contratação.

O porta-voz da direção do Barça, Toni Freixa, entregou nesta segunda os contratos do jovem jogador, correspondentes aos anos de 2011 e 2013 e que haviam sido solicitados por Ruz na última quarta-feira (18). Freixa também entregou a Memória Econômica dos anos 2011, 2012 e 2013, que o Juiz havia reivindicado para investigar a denúncia sobre a suposta ocultação aos sócios do clube dos contratos de aquisição dos direitos do atleta por um total de 57,1 milhões de euros.

Sandro Rosell foi denunciado na justiça espanhola, acusado de desviar 40 milhões de euros (cerca de R$ 130 milhões) na negociação de Neymar com o clube catalão.

Um dos líderes da oposição do clube, Jordi Cases apresentou a denúncia alegando que houve "apropriação indébita na modalidadede desvio de verba".

A transação com o Santos no meio do ano envolveu 57 milhões de euros. O time espanhol informa que dos 57 milhões de euros, 17 milhões (R$ 55 milhões) foram repassados ao Santos e 40 milhões de euros (R$ 130 milhões) foram destinados à empresa N & N, que é da família de Neymar.

O denunciante questiona a origem final do valor supostamente repassado à N & N, argumentando que o Barcelona não foi transparente na apresentação dos valores em seu balanço. Esse dinheiro teria ficado com Rosell, investiga o Tribunal espanhol.

Este não é o primeiro escândalo envolvendo o nome de Sandro Rosell e o futebol brasileiro. O presidente do Barcelona também foi acusado de ter recebido uma parte do dinheiro das cotas de 24 amistosos da seleção brasileira realizados desde 2006. A suspeita ajudou na saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF, hoje nas mãos de José Maria Marin.

 

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