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Artesanato ajuda internos do sistema prisional a ter renda e reduzir pena

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Artesanato ajuda internos do sistema prisional a ter renda e reduzir pena

Baús, abajures e brinquedos estão entre as peças confeccionadas pelos internos da Unidade Prisional de Ressocialização de Paço do Lumiar.

O artesanato feito com placas emborrachadas, chapas de raios-x, madeira ou palitos de picolé viram arte nas mãos dos 17 presos que frequentam a oficina de segunda a sexta, em duas turmas.

A matéria-prima chega aos artesãos pelos parentes que depois saem percorrendo a cidade para vender as peças e levantar um dinheiro extra para o sustento. O diretor da unidade, Márcio Reis, tem projeto pronto para a instalação de ponto de venda para o material produzido pelos internos, mas, antes disso, garantiu espaço em uma barraca junina em um arraial do Governo do Estado.

A oficina surgiu espontaneamente a partir de dois ou três detentos que eram marceneiros antes de cometer delitos.  Ivaldo dos Santos, de 46 anos, é um dos que ensinam os novatos. “Gosto de ensinar e preparo a madeira para dar forma pro que imagino”, disse.

Dayvison Silva, 25 anos, aprendeu o ofício em um curso profissionalizante muito antes de ser preso. A oficina tem ajudado o interno a aprimorar a criatividade e o acabamento das peças que a mãe leva para vender fora. “Meu forte são caminhões de madeira com quase um metro e meio de comprimento, recebo muita encomenda. Tô satisfeito!”, afirmou.

“Esse trabalho ocupa o tempo com algo útil e ainda ajuda na redução da pena, a cada três dias de trabalho, é um a menos na prisão”, explicou Márcio Reis.

 

 

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