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Beija-flor emociona avenida com enredo sobre os 400 anos de São Luís

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Beija-flor emociona avenida com enredo sobre os 400 anos de São Luís

Muita beleza, magia e encanto. Assim pode ser definido o desfile da atual campeã do carnaval carioca, a Beija-Flor de Nilópolis, que apresentou na madrugada desta segunda-feira (20), o enredo “São Luís – O Poema Encantado do Maranhão”.A Beija-Flor fez um passeio pelos quatrocentos anos de São Luís, por meio de suas lendas, cultura, música, misticismo e literatura. Para representar a Ilha do Amor, na Marquês de Sapucaí, a escola levou para avenida cerca de cinco toneladas de búzios e os famosos azulejos, incluídos em um carro alegórico para representar os casarões coloniais da cidade.

Cerca de 400 maranhenses, integrantes dos bois de Nina Rodrigues, Axixá, Morros, Maioba, Maracanã e Santa Fé, além do Boizinho Barrica e de grupo de adeptos da umbanda, participaram do desfile e foram os responsáveis por levar à avenida as coreografias típicas do bumba meu boi.

O ponto alto de desfile foi a homenagem ao carnavalesco Joãosinho Trinta, falecido em dezembro do ano passado. Segundo o intérprete Neguinho da Beija-Flor, a escola veio em busca do bicampeonato e o grande trunfo é a homenagem ao carnavalesco. “Viemos em busca de mais um título e este ano trouxemos de volta à Sapucaí o Cristo Mendigo, que faz parte da carreira emblemática de Joãosinho Trinta e que, há 23 anos, foi proibido de entrar na avenida, prejudicando a escola. O último carro é uma releitura do Cristo e foi dedicado a genialidade de Joãosinho Trinta”.

O diretor-geral da Beija-Flor, Luís Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, afirmou na concentração que este era o maior carnaval de sua vida. “A escola fez um grande desfile é o que as pessoas estão falando, agora é esperar o resultado”, afirmou confiante.

Confira abaixo o samba-enredo “São Luís – O Poema Encantado”

Tem magia em cada palmeira que brota em seu chão
O homem nativo da terra
Resiste em bravura
A dor da invasão
Do mar vêm três coroas
Irmao seu olhar mareja
No balanço da maré
A maldade não tem fé sangrando os mares
Mensageiro da dor
Liberdade roubou dos meus lugares
Rompendo grilhões, em busca da paz
A força dos meus ancestrais

Na casa nagô a luz de Xangô Axé
Mina Jêje um ritual de fé
Chegou de Daomé, chegou de Abeokutá
Toda magia do vodun e do orixá

Ê rainha o bumba-meu-boi vem de lá
Eu quero ver o cazumbá, sem a serpente acordar
Hoje a minha lágrima transborda todo mar
Fonte que a saudade não secou
Ó Ana assombração na carruagem
Os casarões são a imagem
Da história que o tempo guardou
No rádio o reggae do bom
Marrom é o tom da canção
NA terra da encantaria a arte do gênio João

Meu São Luís do Maranhão
Poema encantado de amor
Onde canta o sabiá
 Hoje canta a Beija-Flor

 

Secom
*Ilustração: Portal do Governo do Estado do Maranhão

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