BlackBerry é colocada à venda para não ser mico do mercado de smartphones

Depois de acusar prejuízo de US$ 1 bilhão, a Blackberry que dominava o mercado celular corporativo, está prestes a ser vendida por US$ 4,7 bi ou até mesmo a sair do mercado.
Uma carta de intenções foi assinada nesta segunda-feira entre a empresa e sua acionista majoritária, Fairfax Financial, grupo canadense ligado ao mercado de seguros.
O valor de US$ 4,7 bilhões é considerado baixo para uma empresa de futuro iluminado. Mas pode ser um preço alto demais a ser pago na aquisição de um grupo que já vê a saída do mercado como o melhor atalho. Apple e Google (Android) seriam adversários duros demais para engolir: têm códigos de segurança melhores, no padrão que as empresas gostam.
(A Apple anunciou tambem que já vendeu 9 milhões de seus modelos IPhone 5S e 5C. A China alavanca as vendas.)
O prejuízo acumulado nos últimos quatro meses pela BlackBerry foi anunciado na sexta-feira (20) e o plano de venda da companhia se tornou-público três dias depois, com um agravante: 4.500 funcionários serão demitidos até dezembro. As volume de perdas é 3 vezes maior que o esperado pelos analistas de mercado.
Com causa natural, as ações da empresa despencaram 5% nesta-segunda-feira, depois de uma subida de 17% no fechamento de sexta-feira.
A presidente da BlackBerry, Barbara Stymiest, sinaliza que o negócio com os canadenses pode não ser fechado, caso uma oferta maior seja apresentada até 4 de novembro próximo.
A profundidade do poço à frente da BlackBerry começou a ser medida quando as empresas adotaram o programa “Traga seu telefone para o trabalho”, para economizar em planos de telecomunicação vendidos pelas operadores de celulares corporativos.
Dona de uma sistema operacional próprio e de telefones restritos ao uso, a BlackBerry se fechou em um quarto, enquanto os concorrentes corriam pela avenida, provando ter um firmware mais seguro.
A BlackBerry sentiu o golpe e há 90 dias um grupo de técnicos foi formado para buscar saídas estratégicas e táticas diante dos maus resultados financeiros. A venda foi o melhor plano para a empresa, mas pode ser um grande desafio para quem desejar comprar.
A crise da Blackberry pode representar o fim de uma trajetória de dominação no mercado corporativo. Pesquisa realizada pela rede NBC, dos Estados Unidos, revela que 58% dos conressistas em Washington usam Iphone. Os demais dividem a plataforma Android em outros smartphones de boa tecnologia embarcada como os aparelhos da Samsumg e Nokia, por exemplo.
Para mudar seu caminho e se salvar da falência a BlackBerry precisa de tempo e dinheiro, dizem os analistas de tecnologia. Mas a empresa está com estoque quase vazio desse dois itens. Em maio, a companhia exibia um balanço positivo de US$ 2,6 bilhões em caixa, total que já era US$ 500 milhões a menos que o registrado em janeiro de 2013.
O pessimismo é grande para a analista financeira Kris Thompson, do National Bank. A economista prevê que em três anos, a base de assinantes dos serviços BlackBerry será igual a zero.
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