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Bolívia pede à Interpol que prenda senador refugiado no Brasil

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Bolívia pede à Interpol que prenda senador refugiado no Brasil

O Ministério Público da Bolívia pediu para a Interpol emitir um alerta vermelho para a prisão do senador Roger Pinto Molina, que está no Brasil desde o final da semana passada. Segundo o procurador-geral interino da Bolívia, Roberto Ramirez, o código deverá ser enviado para que o senador seja apreendido para responder aos processos por corrupção que correm na Justiça boliviana.

Segundo Ramirez, a Justiça da Bolívia já emitiu três ordens de prisão de Pinto Molina por delitos contra a Constituição do país, descumprimento de deveres, contratos lesivos ao Estado e por conduta antieconômica.

Na última segunda-feira (26), foi a vez do presidente boliviano Evo Morales (foto) pedir explicações ao Brasil sobre a fuga de Molina para o Brasil, apesar dos processos criminais abertos contra ele.

A viagem de La Paz até Corumbá foi feita de carro e durou cerca de 22 horas, em dois carros oficiais da Embaixada brasileira na Bolívia. A ordem da viagem foi dada pelo chefe interino de negócios, o diplomata Eduardo Saboia, que disse ter ouvido "a voz de Deus" para tirar o senador da capital boliviana, sem salvo conduto.

A crise atingiu o ministro Antonio Patriota que foi demitido do cargo pela presidente Dilma Rousseff. Saboia foi afastado do serviço e foi demitido de seu cargo na Bolívia também. Ele responderá a uma sindicância interna e poderá até ser exonerado do Ministério das Relações Exteriores por quebra de hierarquia.

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Após 15 meses abrigado na embaixada brasileira em La Paz, o senador Pinto Molina deixou o país em carros diplomáticos brasileiros e chegou ao Brasil na última semana. Molina, que liderou a oposição ao governo de Evo Morales, pediu asilo político ao Brasil, alegando perseguição política. O salvo-conduto era negado pelas autoridades bolivianas, que alegavam que o parlamentar responde a processos judiciais no país.

A vinda dele ao Brasil foi organizada pelo encarregado de negócios do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia, sem o conhecimento do governo brasileiro.

Com AgBr

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