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Bourbon Street Fest

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Bourbon Street Fest

Durante dez dias, a zona sul de São Paulo vai se transformar em uma escala sonora da Louisiana, mais precisamente de New Orleans.

Comemorando dez anos de vida, o Bourbon Street Fest promove shows de dez bandas que representam os estilos da vibrante cidade americana, de 10 a 19 de agosto – incluindo apresentações gratuitas no Parque do Ibirapuera (11/8) e em um palco colocado (convenientemente) na encruzilhada em frente à casa (19/8).

Inspirado no New Orleans Jazz & Heritage Festival, a ideia é mostrar o amplo leque de gêneros fermentados na cidade, que vai além do traditional jazz. Terra de idiossincrasias musicais geradas pelo encontro entre os imigrantes franceses e os africanos, New Orleans tem ritmos condimentados como o dixieland, o zydeco e outros derivados do blues, funk e soul.

O festival é boa oportunidade para entrar em sintonia com essa cena, até hoje efervescente. “O objetivo é apresentar um panorama”, diz o diretor do Bourbon Street, e um dos curadores do festival, Edgard Radesca.

A seleção de 2012 vai do jazz contemporâneo do saxofonista Donald Harrison (que toca em 16/8, às 21h30, no Bourbon Street) ao dixieland da Orleans St. Jazz Band (que abre a festa no Parque do Ibirapuera, em 11/8, às 15h30), passando pelo consagrado traditional jazz da Preservation Hall Jazz Band (que faz três shows: em 11/8, às 16h, grátis, no Parque do Ibirapuera; e em 14/8, às 22h30, e 19/8, às 13h, no Bourbon Street).

Entre os destaques do festival, repare no vozeirão do senhor Grandpa Elliott – o frontman, cego de um olho, do Playing for Change Band. O grupo integrado por ex-músicos de rua do mundo protagonizou a campanha que ganhou a internet com um ‘work in progress’ da música ‘Stand by Me’.

Além deles, o curador Radesca ressalta a apresentação do Bonerama, uma brass band (banda de metais) que usa uma abordagem, no mínimo, curiosa. Eles tocam temas de rock (como ‘War Pigs’) com três trombones, cada um com uma afinação diferente.

E assim como o gritante número de trombones, haverá três oportunidades para vê-los em ação: no Parque do Ibirapuera (11/8, às 17h30), no Bourbon Street (15/8, às 21h) e no palco de rua (19/8, 16h).

Para os amantes da culinária cajun, haverá um jazz-brunch (19/8). O menu levemente condimentado, criado pelo chef Viko Tangoda, poderá ser provado a partir das 11h, animado pelo show da Preservation Hall às 13h (R$ 295). Mas a degustação musical gratuita começa na sequência, às 16h, encerrando o festival na rua. Com direito até a um gostinho de Mardi Grass – o carnaval de rua de New Orleans – segundo adianta o curador.

Perguntamos a ele: ao longo de dez anos, a cena de jazz e derivados mudou em São Paulo? “O jazz é cíclico. Ele começou como uma música de contra-cultura, teve um período quase elitista. Hoje, muitos jovens estão buscando novamente o estilo. Renovado, ele tem uma nova cara, bebe em várias fontes e é misturado com outras tendências musicais.”

Comprove isso de forma empírica no festival, sorvendo a animação típica dos pântanos americanos, que nenhum furacão consegue arrefecer. 

Rua dos Chanés, 127, Moema (11) 5095 6100
Preço: de R$55até R$295
Horário de abertura 11/8: Pq. do Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, 5574-5177. A partir das 15h30. GRÁTIS. 19/8: Palco de rua do Bourbon Street (em frente à casa de shows), a partir das 16h. GRÁTIS.

MSN

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