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Brasil lidera ranking de violência contra professores

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Brasil lidera ranking de violência contra professores

A violência nas escolas foi tema de pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com mais de 100 mil docentes e diretores de escolas do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos). A organização internacional reúne 34 países, todos envolvidos na enquete.

O resultado, divulgado nessa quinta-feira (28), mostra que o Brasil ocupa o primeiro lugar na lista de agressões. 12,5% dos professores brasileiros ouvidos em escolas de ensino fundamental e médio afirmaram ser agredidos verbalmente ou intimidados por alunos pelo menos uma vez por semana. A média nos outros países é quase 4 vezes menor. Em alguns países como Romênia, Estônia e Coreia do Sul, o índice chega a zero.

O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem também revelou que apenas 1 em cada 10 professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.

O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade.

Está pronto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça um projeto de lei que prevê medidas protetivas para casos de violência contra profissionais da educação. Segundo a proposta, os estabelecimentos de ensino devem desenvolver mecanismos internos de solução de conflitos. Se constatada violência, a escola pode suspender o agressor por até 15 dias, mudá-lo de turno ou de sala ou propor um acordo de conciliação.

No Brasil, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, divulgados em junho deste ano, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.

Já a média salarial dos professores nos países da OCDE, levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 mil por mês, o triplo do que é pago no Brasil.

A organização ressalta que houve avanços na educação brasileira nos últimos anos. Os investimentos no setor, de 5,9% do PIB no Brasil, estão próximos da média dos países da OCDE (6,1%), que reúne várias economias ricas.

Outro indicador considerado importante pela OCDE, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que estudam, é de 77% no Brasil. A média da OCDE é de 84%.

 

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