Brasileiro que queria matar rei da Suécia era irregular no país

Um brasileiro de 24 anos está sendo acusado na Suécia de ter atacado um guarda com uma faca em frente ao gabinete do primeiro-ministro do país. As informações são do tabloide local Aftonbladet.
Segundo o site do jornal, o brasileiro, que sofre de uma doença mental, queria roubar a arma do guarda para matar o rei Carlos 16 Gustavo da Suécia.
O incidente aconteceu no dia 6 de agosto, mas as informações só vieram à tona na imprensa sueca nesta sexta-feira (21).
O ataque ocorreu em frente ao Rosenbad, prédio governamental e residência oficial do premiê Fredrik Reinfeldt. O palácio de Drottningholm, residência oficial do rei e da rainha Sílvia, está localizado a 11 km de distância.
O jornal, que publicou um vídeo com o ataque, informa ainda que o brasileiro havia desembarcado no país onze dias antes de decidir matar o rei.
O R7 apurou, no entanto, que o brasileiro entrou com visto de turista e que, no dia do incidente, já estava no país há mais de 90 dias. Sua situação na Suécia, portanto, era ilegal, pois o visto de três meses já estava vencido.
Como sua situação era irregular, o site de extrema-direita Realisten burlou uma lei do país, que impede a publicação do nome de suspeitos antes de serem condenados, e divulgou o nome do brasileiro: Josnel Caldas Junior, natural do Estado do Mato Grosso.
O R7 apurou ainda que o brasileiro está sendo defendido pelo defensor público Max Fredriksson.
De acordo com o site do Aftonbladet, a intenção do brasileiro seria impedir o rei sueco de "destruir o Brasil".
"Eu queria matar os guardas, para depois ir até o castelo e matar o rei", teria dito o brasileiro a caminho da delegacia.
A polícia afirmou que o homem não tinha antecedentes criminais. Ele teria dito que estava na Suécia em busca de parentes.
Segundo informações da BBC, o jovem teria admitido todas as acusações no primeiro julgamento do caso, realizado com discrição no último dia 24 de agosto.
De acordo com o Aftonbladet, o brasileiro está sendo agora submetido a testes psiquiátricos antes que seja dado prosseguimento ao julgamento.
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