Câmara analisa propostas que restringem venda de fogos de artifício

As comemorações de Santo Antônio, São Pedro e São João aumentam três vezes o número de acidentes com fogos de artifício, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
Foram quase 300 casos de pessoas queimadas ou com sequelas graves apenas na Bahia nos últimos quatro anos. Para tentar diminuir o número de ocorrências, diversos projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados aumentam a fiscalização ou restringem a venda de fogos. Um deles (PL 5625/13), do deputado Sérgio Brito (PSD-BA), prevê pena de seis meses a dois anos de reclusão para quem soltar fogos em vias públicas sem autorização.
O parlamentar ressalta que é preciso fiscalização da polícia e das prefeituras para diminuir o risco para a população. O próprio Sérgio Brito conta que quase foi atingido por um morteiro quando visitava, com a família, a cidade de Cruz das Almas (BA), durante a tradicional festa de guerra de espadas, uma espécie de batalha com fogos de artifício.
Outros projetos em tramitação na Câmara proíbem a venda de fogos a pessoas físicas (PL 3217/12) ou criam regras especiais para o uso deles por torcidas em jogos esportivos (PL 1684/15).
As propostas que dificultam a compra de fogos precisam ser examinadas ainda por duas comissões da Casa: a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e a de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Viu um congestionamento, um buraco na via ou tem uma dica? A redação apura.
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