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Caso Adrielly: Médico faltava plantão há cinco anos

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Caso Adrielly: Médico faltava plantão há cinco anos

A Polícia Civil constatou nesta sexta-feira (11) que o neurocirurgião Adão Crespo dos Santos não comparecia ao trabalho no hospital Salgado Filho, no Rio de Janeiro, há cinco anos, mas continuava recebendo salário.

Crespo estava na escala de plantão da noite de Natal, em que a menina Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos, foi baleada na cabeça e teve que esperar por oito horas para ser operada, uma vez que o médico não apareceu no hospital. Ela morreu alguns dias depois .

A Secretaria de Saúde do Rio afastou preventivamente nesta sexta-feira, o chefe de plantão do Hospital Salgado Filho, Enio Lopes, e o chefe do departamento de recursos humanos, Alexandre Carvalho. Enio Lopes era o chefe do Plantão na noite de Natal.

Ainda nesta sexta (11), a Delegacia Fazendária ouviu oito médicos que estavam de platão na noite de Natal. A polícia quer saber que funcionários ajudavam o neurocirurgião Adão Crespo a burlar a folha de ponto do hospital.

 

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