Caso Décio: Ministério Público vai investigar envolvimento de prefeituras com agiotas

O Ministério Público do Maranhão informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) encontra-se acompanhando as investigações que apuram o homicídio do jornalista Décio Sá. Informou ainda, que serão investigados todos os crimes e atos de improbidade administrativa que estão sendo noticiados.
“O ‘Caso Décio’ já está elucidado. Vamos nos debruçar sobre os desdobramentos e descobertas que surgiram deste caso”, declarou o superintendente de Polícia Civil da Capital (SPCC), delegado Sebastião Uchôa. O delegado se refere ao crime de agiotagem envolvendo empresários e prefeituras, cuja investigação foi suscitada durante a apuração do caso de assassinato do jornalista Décio Sá. Em cumprimento de mandado de busca e apreensão, a polícia tem em mãos computadores, documentos e vários cheques de prefeituras, material que ainda passará por análise de peritos para verificar a autenticidade.
O agiota Gláucio Alencar confirmou, no dia 15 de junho, em depoimento ao delegado Jeffren Furtado, que emprestava dinheiro a juros para prefeitos maranhenses.
No depoimento formal, o “empresário do ramo de alimentos” teria dado detalhes de todas as operações com as prefeituras, mas negou qualquer envolvimento com a trama que culminou com o assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá.
Segundo a defesa do agiota, ele foi incriminado pelo depoimento de apenas uma pessoa, o pistoleiro Jhonatan de Sousa Silva, que, de acordo com a defesa, pode mudar o teor da confissão a qualquer momento.
Os crimes de agiotagem, extorsão, entre outros, que teriam sido cometidos pela quadrilha suspeita de participar da morte do jornalista Décio Sá, serão investigados pelo (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE). Os promotores de justiça suspeitam que muitos políticos no Estado seriam ligados aos presos, tendo cometido atos de improbidade administrativa.
As investigações foram confirmadas através de nota oficial divulgada nesta segunda-feira (18) pelo MPE. Desde 24 de abril, três promotores foram designados para acompanhar as investigações que levaram às prisões dos autores e mandantes do assassinato.
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