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Caso Décio Sá: 11 suspeitos da morte de jornalista vão a júri popular

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Caso Décio Sá: 11 suspeitos da morte de jornalista vão a júri popular

Após um ano do assassinato do jornalista Décio Sá, chega ao fim à primeira fase do processo que envolve 11 pessoas suspeitas entre mandantes e executores. O anúncio foi feito na tarde desta segunda feira (26) no fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís. Dos 11 suspeitos 10 vão a júri popular.

O jornalista foi morto em abril de 2012 com tiros a queima roupa enquanto jantava em bar na avenida Litorânea, em São Luís. Décio investigava em seu blog um esquema de agiotagem que envolvia prefeituras do Maranhão e do Piauí.

Entre os réus pronunciados estão: Gláucio Alencar Pontes Carvalho e o pai José Alencar Miranda Carvalho, de 73 anos, alvos das investigações do jornalista como agiotas e mandantes do crime. Foram também anunciados os policias civis, Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, por suposto envolvimento com a quadrilha de agiotas.

O empresário José Raimundo Sales Chaves Junior, o “Júnior Bolinha” suspeito de ser o intermediador do crime.

O ex-subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o “Fábio Capita”, que segundo as investigações teria fornecido a arma do crime.

Também estão envolvidos o executor do crime Jonathan de Sousa  Silva  que está preso no presídio federal de Catanduvas no Paraná. Fábio Aurélio do Lago e Silva  o “Bochecha” também apontado como um intermediador. Marcos Bruno da Silva de Oliveira apontado como o piloto da fuga do assassino e Sirliano Graciano de Oliveira, o único que se encontra foragido.

O último denunciado, Ronaldo Henrique Ribeiro teve o processo desmembrado dos demais. Nessa primeira fase do processo cogitava-se a absolvição sumaria dos réus Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, ambos policiais civis. Segundo o juiz Osmar Gomes dos Santos, titular da Vara do Tribunal do Júri, houve sim provas suficientes para pronunciar os réus ao júri popular.

De acordo com o magistrado, a data do júri só será marcada após as notificações do Ministério Público as convocações de testemunha tanto da acusação quanto da defesa e a convocação do júri. Até lá o juiz explica que acusados ainda podem recorrer da decisão.

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