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Caso Décio Sá: 4 testemunhas foram ouvidas pelo júri no 1º dia do julgamento

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Caso Décio Sá: 4 testemunhas foram ouvidas pelo júri no 1º dia do julgamento

No primeiro dia do julgamento dos envolvidos no assassinato do jornalista Décio Sá, na tarde dessa segunda-feira (3), outras quatro testemunhas foram ouvidas pelo júri: o vigia do bar ao lado de onde o crime aconteceu e o garçom que atendeu o jornalista na noite do homicídio foram os primeiros. Os dois apesar de inseguros falaram de detalhes do momento em que o pistoleiro entrou no estabelecimento e disparou contra Décio Sá.

O terceiro depoimento foi o do caseiro da família de José Raimundo Sales Chaves Junior, o Jr. Bolinha. Perante o júri e os réus ele mudou a versão do depoimento prestado a policia. Nele o caseiro afirmava que o assassino confesso, Jhonatan de Sousa Silva, frequentava a chácara, mas voltou atrás do que disse e foi categórico ao defender que não se recorda mais de ter visto Jhonatan na propriedade, durante os encontros realizados lá.

A última testemunha da tarde relatou o momento em que Jhonatan de Sousa Silva e dois comparsas subiram para as dunas. Para o Ministério Público o fato de ninguém reconhecer em juízo Marcos  Bruno Silva como piloto da moto de fuga não impede que ele e o assassino sejam condenados.

O jornalista Décio Sá foi assassinado com 5 tiros de arma de fogo no dia 23 abril de 2012 em um restaurante na Avenida Litorânea, em São Luís. O crime foi motivado depois que o jornalista denunciou um sério esquema de agiotagem em seu blog. A quadrilha já atuava nos estados do Maranhão e Piauí. Acusados de homicídio e formação de quadrilha, Jhonathan de Sousa Silva e Marcos Bruno Silva de Oliveira estão sendo julgados em júri popular.

Em setembro de 2012 o Ministério Público denunciou  12 pessoas pelo assassinato de Décio Sá. Em dezembro do ano passado, 11 dos denunciados foram proclamados a júri popular. Na lista dos réus estão: Gláucio Alencar Pontes Carvalho e o pai dele José de Alencar Miranda Carvalho, apontados como os líderes da quadrilha; José Raimundo Sales Chaves Junior (o Junior Bolinha); Elker Farias Veloso; Fábio Aurélio Lago e Silva (o Bochecha); Shirliano Graciano de Oliveira (o Balão); os policiais civis Alcides Nunes e Joel Durans e o capitão da PM, Fábio Aurélio Saraiva Silva (o Fábio Capita).

O julgamento continua até o dia 5 de fevereiro, na sala do júri no fórum de São Luís.

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