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Caso Décio Sá: veja o histórico

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Caso Décio Sá: veja o histórico

A morte
Décio Sá foi morto com seis tiros na noite de 23 de abril em um bar na Avenida Litorânea. Ele era repórter de política de um jornal local e tinha um dos blogs mais acessados do estado.

De acordo com informações de testemunhas, o atirador chegou ao local em uma motocicleta, atravessou a pista e foi até o bar Estrela do Mar, onde estava o jornalista. Lá disparou os tiros. Décio Sá, após o primeiro disparo, ainda pediu para o homem não matá-lo. O blogueiro morreu na hora com dois tiros na cabeça e quatro nas costas. A perícia constatou que os disparos foram efetuados de uma pistola ponto quarenta.

Primeiras prisões

Dois dias depois da morte de Décio, a polícia prendeu Valdênio José da Silva em companhia de Fábio Roberto Cavalcante. Com eles a polícia encontrou um revolver calibre 38. Valdênio era suspeito de dar fuga ao homem que atirou em Décio Sá. Como essa suspeita não foi confirmada, e a polícia não conseguiu elementos que o ligassem diretamente a morte do jornalista, ele foi liberado após 30 dias. Fábio permanece preso porque já havia mandados de prisão expedidos contra eles.

Prisão Jhonatan

Jhonatan de Sousa Silva e Glayson Macena de Sousa, foram presos no dia 05 de junho em uma casa alugada no bairro do Turu. Com eles a polícia apreendeu nove tijolos de crack de 1,1kg cada um, totalizando aproximadamente 10 quilos da droga; uma máquina de prensar a droga; uma escopeta calibre 12 e uma pistola ponto 40, que segundo a Polícia, seria de um policial que perdeu durante diligências.

À época, a polícia descartou a participação do dois no assassinato de Décio Sá. Nesta quinta-feira (14), o Secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, afirmou que eles já sabiam que Jhonatan era o assassino do blogueiro, só não falaram naquele dia, para que os outros integrantes pudessem ser pegos também. Jhonatan delatou todo o grupo em troca do benefício da delação premiada.

Morte Valdênio

Na noite do último dia 12, Valdênio José da Silva (38) foi executado com seis tiros em sua casa, no bairro da Vila Talita, na Raposa. No momento do crime, ele estava ao lado da esposa. O homem atirou por uma janela entreaberta.

A polícia não descarta a possibilidade de queima de arquivo e afirma que já foram iniciadas as investigações. Valdênio tinha envolvimento com vários crimes no Maranhão e em outros estados, e, inclusive, já tinha sido preso diversas vezes por chefiar uma quadrilha especializada em roubo de carga e sob a acusação de latrocínio no Pará.

Prisão mandantes

Na manhã desta quarta-feira (13) a Polícia Civil desencadeou a “Operação Detonando”. Nela, foram expedidos oito mandados de prisão. Sete foram cumpridos, apenas o homem que pilotava a moto do dia no assassinato conseguiu fugir.

Foram presos: o atirador Jhonatan Sousa Silva (24), os financiadores e mandantes - José Alencar Miranda Carvalho (72) e Gláucio Alencar Pontes Carvalho (34), o homem que apresentou Jhonatan a Junior Bolinha - Airton Martins Monroe (24), o intermediador - José Raimundo Sales Chaves Junior (38) – o “Junior Bolinha”, o dono da arma – Fábio Aurélio Saraiva Silva - capitão da PM - e o cúmplice Fábio Aurélio Lago e Silva - o "Bochecha".

Eles foram levados para uma prisão federal.

Próximo passos

A polícia agora quer saber quem dava proteção à quadrilha, pois segundo Aluísio, os integrantes achavam que nunca seriam descobertos.

Esse bando já atuava há muitos anos no estado e contava com a proteção de pessoas "importantes". Agora, segundo o secretário, vai ser a parte mais trabalhosa. Eles vão investigar se há realmente participação de prefeitos nesta quadrilha, com relação a compra de merenda escolar.
 

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