Caso Marielle: investigações completam 11 meses sem conclusão

As investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes completaram, nesta semana, 11 meses sem conclusão. Eles foram mortos a tiros no centro do Rio de Janeiro após um evento político.
A autoria do crime ainda é incerta e as investigações continuam sob sigilo. Entre as hipóteses levantadas pelos investigadores e autoridades que acompanham o assunto é de que o crime tenha sido cometido por milicianos.
A vereadora pelo Rio de Janeiro Marielle Franco, do PSOL, foi morta a tiros no bairro do Estácio, região central da capital carioca, em 14 de março de 2018. Ela estava dentro de um carro acompanhada de um motorista, que também foi morto, e de uma assessora, quando teria sido abordada por outro veículo.
Uma ambulância do quartel central do Corpo de Bombeiros foi acionada para o local e constatou a morte da parlamentar e do motorista. A vereadora estava indo para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, voltando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa.
Marielle voltava de um evento chamado “Jovens negras movendo as estruturas”, na Lapa, quando, de acordo com testemunhas, teve o carro emparelhado por outro veículo, de onde partiram os tiros.
Trajetória
Eleita com 46,5 mil votos, a quinta maior votação para vereadora nas eleições de 2016, Marielle Franco estava no primeiro mandato como parlamentar. Oriunda da favela da Maré, zona norte do Rio, Marielle tinha 38 anos, era socióloga, com mestrado em Administração Pública e militava no tema de direitos humanos.
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