Catálogo do V Salão de Artes Visuais será lançado nesta quarta-feira (4)

O lançamento do catálogo do V Salão de Artes Visuais de São Luís acontece nesta quarta-feira (4), a partir das 19h, com programação que inclui exibição de filme de curta-metragem, coquetel, performance e a exposição das obras selecionadas do salão.
O lançamento do catálogo terá início às 19h, com entrada franca. A Galeria Trapiche se localiza na Avenida Vitorino Freire, s/no - Centro Histórico de São Luís, em frente ao Terminal da Integração da Praia Grande.
Novos nomes do cenário artístico do Estado têm sido revelados por meio do Salão de Artes Visuais. "A qualidade conceitual, técnica e inovadora do evento é uma prática desta gestão, que tem buscado selecionar comissões julgadoras com alta qualidade e experiência em curadoria para que o evento tenha transparência, de forma isenta e que valoriza o trabalho de artistas em suas diversas expressões contemporâneas", explicou o diretor da Galeria Trapiche, Paulo Melo Sousa.
Filme em exibição
Durante o lançamento do catálogo do V Salão de Artes Visuais será exibido um filme sobre o IV Salão, com direção de Edemar Miqueta e Evandro Martin, que também fizeram o registro fotográfico dos dois últimos eventos. Além do filme, o escritor e crítico Ubiratan Teixeira será homenageado no catálogo pela contribuição com o Salão de Artes Visuais, nos seus primórdios.
"Ele foi um artista completo que jamais se satisfez em dedicar-se a um único gênero literário, como a crônica, que praticou desde a juventude, ainda que desde sempre fosse considerado nessa prática um mestre. No Salão de Artes Visuais, colaborou várias vezes com texto para catálogos e contribuiu para o brilhantismo de suas edições anteriores", declara José Ewerton Neto, escritor, membro da Academia Maranhense de Letras - AML.
Segundo Carlos Sena Passos, crítico de arte e membro da Comissão de Seleção do V Salão, a prioridade na escolha dos trabalhos se deu entre aqueles que revelaram maior densidade conceitual, refinamento poético e propriedade na realização formal da produção artística. "Detectamos um processo de produção local que busca se afinar com as questões que perpassam o campo da arte contemporânea brasileira; a recusa à estética e aos códigos visuais do regionalismo; o declínio das linguagens tradicionais em função do experimentalismo que saudavelmente permite a busca por novos espaços, técnicas, meios e procedimentos artísticos que superem a exploração dos limites das categorias", disse Carlos Sena Passos.
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