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Catar corre o risco de não sediar Copa do Mundo em 2022

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Catar corre o risco de não sediar Copa do Mundo em 2022

O membro do comitê executivo da Fifa, Theo Zwanziger, anunciou na última terça-feira (15), que caso o Catar não cumpra os prazos para realizar reformas trabalhistas poderá perder o direito de sediar a Copa do Mundo em 2022.

Segundo Theo, o país tem até o dia 10 de março de 2015, para implementar a comissão independente encarregada por monitorar regularmente as condições dos direitos humanos durante as construções. O membro do comitê tem criticado a atuação do Catar na organização do maior evento do futebol mundial.

Uma revisão das leis trabalhistas deve ser realizada, já que existem relatórios sobre as violações de direitos humanos em relação aos trabalhadores. Estatísticas mostram que 1200 operários morreram nas obras, caso continue nesse ritmo e sem os reparos necessários, cerca de quatro mil pessoas ainda irão morrer até março de 2015. Grande parte dos operários vêm da índia e do Nepal, países que possuem mão de obra muito barata.

Relatos informam que alguns trabalhadores estão em condições análogas à escravidão com passaportes confiscados, salários retidos, expostos a longas jornadas - muitas acima de 12 horas -lidando com um ambiente de trabalho pouco seguro e falta de infraestrutura adequada. Mas as informações divulgadas pela Confederação Sindical Internacional são negadas por representantes do comitê organizador da Copa, alegando que os números estão errados.

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