CBMMA reforça combate a incêndio na reserva dos índios Arariboia

Com a participação de militares de todos os batalhões e unidades operacionais da região Metropolitana, o comando do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) anunciou, nesta sexta-feira (23), durante formatura no Quartel do Comando Geral (Bacanga), o reforço das ações de combate a incêndio florestal na reserva indígena dos Arariboia, localizada entre os municípios de Arame, Grajaú, Santa Luzia, Bom Jesus, Amarante e Buriticupu, no sudoeste do estado do Maranhão.
Neste sábado (24), novas tropas e viaturas operacionais devem ser enviadas para a região. O comandante geral, coronel Célio Roberto de Araújo destacou que até a semana, 100 homens reforçarão a operação, principalmente nas cidades de Arame e Amarante, mais atingidas pelas chamas.
Na ocasião, coronel Roberto falou do aumento considerável nos registros de ocorrência de queimadas, que hoje é três vezes maior do que os anos anteriores. “Aqui na região Metropolitana, em relação aos últimos anos, praticamente triplicou o número de ocorrências relativas a incêndio em vegetação. Nossos militares têm se empenhado em minimizar os danos à população”.
Como medida emergencial, o comandante geral suspendeu folgas, licenças e férias, a fim de destinar o maior quantitativo de bombeiros que deverão atuar mais fortemente nas áreas mais afetadas pelo fogo. “Não vamos medir esforços. Conto com o apoio de toda tropa, que está se voluntariando. Nosso propósito e levar mais de 100 homens que vão se juntar aos que já estão há pelo menos 50 dias”.
As deliberações atendem a determinação do governador Flávio Dino, de prestar assistência aos trabalhos realizados naquela região, conforme Decreto 31.186, de 8 de outubro, que declara situação de emergência em 11 terras indígenas no Maranhão, tendo em vista diversas ocorrências de incêndio nelas registradas. O documento autoriza os órgãos que compõem o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil a prestarem apoio suplementar técnico e operacional aos municípios afetados.
O incêndio acontece há cerca de 50 dias. Desde o início, equipes de militares atuam em toda região, para evitar que as chamas se propaguem e atinjam as aldeias e comunidades indígenas daquela área. Integram a força-tarefa homens do Grupamento Tático Aéreo (GTA) do Maranhão, das secretarias de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama e do 24º Batalhão de Infantaria Leve.
Operação
Desde a última semana, as equipes contam com o apoio de dois helicópteros. Mais de 40 mil litros de retardante de chamas foram utilizados na região. O produto potencializa em até 10 vezes o resultado obtido apenas com o uso de água.
“Sabemos das dificuldades em chegar até os focos. E agora, com uma estrutura melhor de duas aeronaves do IBAMA e a do GTA, além de outro helicóptero do Pará, que deve chegar nos próximos dias ao local, vamos ter mais condições de combater fortemente, pulverizando produto retardante às chamas”, avaliou coronel Roberto.
Defesa Civil atua em assistência às tribos indígenas
A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDECMA) está adotando providências em conjunto com outros órgãos, visando a construção do plano emergencial em assistência às famílias atingidas pelo incêndio, com o apoio de órgãos federais e estaduais, para garantir auxílio social às comunidades indígenas localizadas na área da reserva, bem como atuar na proteção e recuperação do meio ambiente. “Sabemos da riqueza na fauna e na flora da região. A CEPDECMA, como órgão vinculado a estrutura organizacional ao CBMMA tem um papel fundamental na resolução desse problema”, finalizou.
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