Cid e Ciro Gomes deixam PSB para reforçar palanque de Dilma, no Ceará

O presidenciável Eduardo Campos (PSB)(foto) aceitou na sexta-feira a desfiliação de toda a executiva do partido no Ceará, incluindo nomes como o do governador Cid Gomes, seu irmão Ciro e o grupo em torno dos dois montado há mais de 10 anos, no estado. O destino político do grupo Ferreira Gomes é dar apoio ao palanque da presidente Dilma Rousseff, na campanha de reeleição, em 2014.
Tentando disfarçar, Cid Gomes disse que pelos 5 partidos poderiam receber sua filiação, mas excluiu o PT da lista. Analistas cearense apostam que o Partido Republicano de Ordem Social (Pros) já acertou a entrada do grupo todo.
O nome do novo partido que receberá os irmãos Ferreira Gomes e seus seguidores será conhecido nessa terça-feira (1) à noite. A data-limite para filiação às novas legendas é dia 5 de outubro, sábado próximo.
O Tribunal Superior Eleitoral já anunciou a criação de dois novos partidos para as eleições do ano que vem: além do Pros, o Solidaridade (como base na central trabalhista, Força Sindical). O terceiro partido é o Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, cujas assinaturas de apoiadores estão sendo conferidas pelo TSE.
Saiu por quê?
Como governador pernambucano e presidente do PSB, Eduardo Campos está peregrinando por vários diretórios estaduais em busca de apoio para montar seu palanque de candidato à Presidência. Campos esteve três vezes no Maranhão, em 2013.
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Antes da última visita ao Maranhão, passou pelo Ceará e, com polimento, deu um ultimato ao partido liderado pelo governador Cid Gomes: Campos exigiu apoio incondicional à sua campanha presidencial. Os irmãos Ferreira Gomes reagiram, dizendo que apoiariam Dilma Rousseff e o PT, “porque fazem parte do governo federal”.
Menos de uma semana após a esse encontro, o PSB anunciou que deixaria todos os cargos no governo Dilma, como partido aliado.
“ Fizemos parte do governo, estamos saindo, mas não faremos oposição”, explicou Eduardo Campos em coletiva.
Nas últimas pesquisas divulgadas por vários institutos, a presidente Dilma Rousseff aparece na liderança e Eduardo Campos, surge em quarto, atrás de Aécio Neves (PSDB) e mais distante ainda segunda colocada Marina Silva.
O último levantamento feito pelo Ibope/Estado de S. Paulo aponta liderança de Dilma por 22% de vantagem, se a eleição fosse realizada hoje. Essa vantagem daria a vitória a presidente no primeiro turno.
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