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Clássico de Woody Allen em cartaz no Cine Insight, neste sábado (27)

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Clássico de Woody Allen em cartaz no Cine Insight, neste sábado (27)

Delegação Geral Maranhão da Escola Brasileira de Psicanálise promove nesse sábado, 27, mais uma edição do Cine Insight, quando será exibido o filme Ponto Final (Match Point), do aclamado diretor e roteirista nova-iorquino, Woody Allen.

A sessão terá início às 16h, na Universidade Dom Bosco (UNDB), no Renascença II, com entrada franca. Após a exibição do longa-metragem, haverá a roda de conversa com comentários da analista praticante e participante da DG-MA, Thaïs Moares Correia.

O thriller trágico-erótico Ponto final (Match Point) é ambientado em Londres, onde colidem a tentação da aristocracia e a tentação da vida mundana. Jonathan Rhys-Meyers interpreta Chris Wilton, ex-tenista que acredita em golpes de sorte. Recém-chegado na cidade, torna-se instrutor de Tom Hewett (Matthew Goode) e, por obra do acaso, se aproxima da irmã dele, Chloe (Emily Mortimer).

Os modos educados e a estirpe esportiva propiciam Chris a frequentar a casa de campo dos opulentos Hewett. Ele não demora a ser visto como pretendente perfeito para Chloe e logo se casam. Acontece que no caminho há uma moça dos Estados Unidos. Só que Chris fica abalado quando conhece Nola Rice (Scarlett Johansson), a bela namorada de Tom que não é bem aceita pela mãe dele. Enquanto a mirrada Chloe sintetiza a fleuma inglesa, Nola é o lascivo Mundo Novo.

A construção dos fatos tende a não acabar bem, como Allen já sinaliza no começo do filme, quando mostra Chris folheando “Crime e castigo”, de Dostoievski. A referência ao clássico russo permeia o filme - desde o dilema moral, de modo geral, até citações particulares, como o homicídio duplo e o perrengue na delegacia, diante do esperto detetive.

Segundo Thaïs Moares Correia, na psicanálise se fala em tiquê como aquela força do destino que pode mudar a vida de qualquer um de um momento para o outro.  Lacan vai falar de tiquê como de um encontro com o real, com aquilo que está mais além do automaton, tomando esses conceitos de Aristóteles.

“Então a tiquê seria um encontro sempre reiterado com o real que escapa, e o automaton tem a ver com o aforismo ‘a vida é um sonho’, que alude à repetição dos significantes na cadeia, no retorno que mantém sempre funcionando o princípio do prazer. Esse real é o que governa nossas vidas”, explicou a comentarista do filme.

 

 

 

 

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