Cliente da Eletromil tem que achar proprietários para receber indenização

imagem: Ana Paula Nogueira
Seu Agenor Pereira é apenas um dos vários clientes lesados pela MS Gomes Facudes (Eletromil). Ele pagou o financiamento de 48 parcelas de uma moto e nunca foi sorteado. O carnê encerrou em junho do ano passado e seu Agenor só recebeu a moto depois de entrar na justiça.
Após travar a briga na justiça para receber o lhe era de direito, agora seu Agenor tem outra razão para se preocupar. O valor, mais de R$ 6 mil pelos danos morais e materiais sofridos pela demora e por ter sido enganado pelo programa, só poderá ser recebido se ele mesmo localizar os proprietários da empresa que estão foragidos.
Os sócios da Eletromil garantiram na justiça o direito de responder em liberdade pelas acusações, entre outros crimes, de estelionato e formação de quadrilha. Segundo a denúncia do Ministério Público estadual, a empresa teria lesado vários consumidores que aderiram à modalidade “Compra Premiada”.
Após conquistarem o Habeas Corpus preventivo os réus jamais voltaram a 8° Vara Criminal de Sao Luís, onde deveriam comparecer mensalmente para justificar as atividades em liberdade. De acordo com a carta de intimação, seu Agenor tem 30 dias para indicar o endereço atual dos proprietários da empresa fraudulenta caso contrário, o processo será extinto, para ele, uma falha na lei que desrespeita o direito do cidadão. “É um absurdo eu ter que correr atrás deles para receber uma coisa que direito meu.”
Relembre o caso
Em janeiro deste ano uma operação da Polícia Civil e do Procon fechou uma loja da Eletromil, no bairro do São Cristovão, na capital. Após a denúncia de vários consumidores lesados, a loja nfoi fechada, mercadorias apreendidas e funcionários prestaram esclarecimentos.
Um mês depois da operação a Delegacia do Consumidor, concluiu o inquérito que foi encaminhado à justiça, onde foram indiciados o casal Eduardo Fernandes Facundes e Maria Sailene Gomes Facundes e os filhos do casal Eduardo Fernandes Facundes Junior e Bruna Suellen Gomes Facundes, por estelionato, formação de quadrilha e crimes contra o consumidor.
Segundo a Polícia Civil do Maranhão além das acusações aqui no estado, também pesam sobre os eles, ações criminosas da mesma natureza no estado do Pará. Eduardo Facundes e a mulher possuem juntos 41 empresas, todas no mesmo ramo.
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