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Com brasileiro, República Dominicana também é preocupação do vôlei no Pan

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Com brasileiro, República Dominicana também é preocupação do vôlei no Pan

Não há como escapar, por toda história e tradição de duelos tensos dentro e fora das quadras, Cuba é a grande rival do Brasil na disputa do vôlei feminino nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Entretanto, a má fase vivida pelo time tricampeão olímpico e bi mundial faz com que o selecionado verde-amarelo também esteja atento a outros rivais, especialmente a República Dominicana, adversário logo da estreia deste sábado (15).

No último Grand Prix, as dominicanas conquistaram oito pontos, um a menos que as cubanas. Elas, porém, venceram uma partida a mais que as rivais na América Central e no torneio da Norceca, que envolveu os times da América Central e do Norte em setembro. Chegaram à medalha de prata, perdendo a final apenas para os Estados Unidos. Além disto, a equipe é dirigida por um técnico que conhece bem o Brasil, Marcos Kwiek, assistente de José Roberto Guimarães na seleção entre 2003 e 2007.

Ciente de todos estes fatores, o técnico José Roberto Guimarães tratou de trabalhar o favoritismo na cabeça das atletas. “A República Dominicana melhorou muito. Alguns anos atrás, antes de o Marquinhos entrar, já era difícil ganhar e agora elas melhoraram com a entrada dele. Vai ser difícil. É um time que tem se apresentado muito bem no campeonatos, principalmente na Norceca. Ganhamos delas na Copa Pan-Americana (em julho) com um 3 a 0 na final, mas cada campeonato é uma história, tudo pode ser diferente e a gente vai ter que tentar ganhar de novo delas ou dos adversários que cruzarem o nosso caminho”.

A vitória por tranquilos 25-18, 25-13 e 25-12 sobre Cuba no Grand Prix também não tranquiliza o treinador - o time é praticamente o mesmo, já que, ao contrário do que se especulou, as veteranas Barros e Ruiz não voltaram à equipe. “Cuba renovou uma série de jogadoras e é um time que, apesar disso, vai dar trabalho pela rivalidade, pela escola e pela cultura”.

Uma das mais experientes do grupo, a líbero Fabi concorda. “É sempre complicado. Cuba tem a força física que sempre as ajudam. Os times que são franco atiradores acabam tendo menos responsabilidade e isso os torna muito perigosos. Estamos com a cabeça concentrada em se preparar bem e defender o Brasil da melhor maneira possível pensando na Copa do Mundo, que é o torneio mais importante para a gente esse ano”.

Atual campeão do Grand Prix, os Estados Unidos optou por levar uma equipe B para o Pan. Isto, porém, não é o suficiente para tirar as americanas da disputa pelo ouro, avalia Zé. “Com o time que veio, os Estados Unidos vão brigar, pois algumas dessas jogadoras já jogaram no time A. É o caso da Harmotto, que é uma meio que está entre as melhores do pais, e a Fawcett, oposta que já jogou no Brasil e é muito boa jogadora. Os EUA não vieram com sua seleção mais forte por opção do técnico, mas é um time que vai complicar a vida de muita gente”.

Brasil e República Dominicana se enfrentam às 22 horas (horário de Brasília) de sábado (15), com transmissão exclusiva da Rede Record. No dia seguinte, a seleção encara o Canadá às 23 horas. Na segunda (16), Cuba é o adversário que encerra a participação verde-amarela na primeira fase da disputa. 

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