Combate à fome pode ser feita com a reversão do desperdício de comida, diz Onu

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que o combate à fome só pode ser feito com a reversão do desperdício de comida no mundo. Todos os anos, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas no lixo. Um prejuízo de US$ 750 bilhões, equivalentes a mais de R$ 1,6 trilhão.
O alerta foi feito nesta segunda-feira (21) durante a realização do Fórum Green Global Growth, em Copenhague, capital da Dinamarca. Para o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, o mundo tem que começar a dimensionar e a cortar a perda de comida na cadeia alimentícia. Segundo Graziano da Silva, se os países conseguirem reduzir as perdas ou até mesmo zerar o desperdício, mais 2 bilhões de pessoas poderão ser alimentadas.
Os participantes do Fórum, realizado nesta segunda (21) e terça-feira (22), estão discutindo planos para um padrão global que possa medir a perda de alimentos. O chefe da FAO informou que uma das prioridades da agência é abrir suas portas para potenciais aliados.
A maioria do desperdício de alimentos ocorre em fases como a da pós-produção, da colheita, do transporte e estoques. A causa principal, em países em desenvolvimento, é a falta de infraestrutura.
Já em nações desenvolvidas, as perdas ocorrem nas etapas de marketing e de consumo da comida.
Graziano da Silva lembrou que a iniciativa para zerar o desperdício de alimentos é um dos pontos do Desafio Fome Zero, lançado pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a conferência Rio + 20, no Rio de Janeiro.
Para a FAO, é preciso adotar um "pensamento inovador" para evitar que a comida seja jogada fora por lares e pelo mercado.
Na Europa e na América do Norte, o desperdício de comida é de cerca de 100 quilos per capita. Já na África, este número baixa para menos de 10kg por ano, por pessoa.
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