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Começou hoje (16) operação milionária para levantar o navio Costa Concórdia

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Começou hoje (16) operação milionária para levantar o navio Costa Concórdia

Começa nesta segunda-feira (16) a operação de engenharia, sem precedentes na história, para endireitar o Costa Concordia, o gigantesco cruzeiro que encalhou no litoral da ilha de Giglio (centro da Itália) em 13 de janeiro de 2012,, deixando 32 mortos, dois dos quais nunca foram encontrados, do total de 4.229 pessoas entre passageiros e tripulantes que se encontravam a bordo.

A embarcação, completamente tombada sobre seu casco direito, foi estabilizada com centenas de saco de concreto que mergulhadores colocaram no fundo do mar e com a criação de um chão falso.

A operação de "parbuckling", termo técnico com o qual se conhece o sistema com o qual se fará a rotação de 65 graus para que o navio volte a ficar em posição vertical, começará com algumas horas de atraso em relação à prevista, devido a um forte temporal que aconteceu durante a noite.

A expectativa pela operação convocou mais de 500 jornalistas de todo o mundo, para acompanhar ao vivo como a embarcação de 44.600 toneladas de peso, 290 metros de comprimento e cerca de 70 metros de altura voltará a ser colocada para navegar.

A operação será realizada pela sociedade americana Titan Salvage e pela italiana Micoperi, custou 600 milhões de euros à empresa Costa Cruzeiros e cerca de 500 pessoas trabalharão para devolver o navio à posição vertical em cerca de 12 horas, se o tempo o permitir,

O comissário extraordinário para a emergência do Costa Concordia e chefe da Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, assegurou que tudo correrá bem e que a prioridade após endireitar o cruzeiro será a busca dos dois corpos que ainda não foram recuperados, a passageira Maria Grazia Trecarichi e o membro da tripulação Russel Rebelli.

Se a operação não der certo e a estrutura que levantará o navio não aguentar o peso da embarcação, o Costa Concórdia afundará a pelo menos 70 metros de profundidade e poderá causar danos ao meio ambiente.

O cruzeiro se movimentará do Giglio somente no ano que vem, quando começará sua viagem final até um porto próximo, no qual será feito seu desmantelamento.

É a primeira vez que se enfrenta um desafio desta magnitude.

Após a finalização da fase de estabilização do navio, se construiu uma estrutura, um falso fundo sobre o qual a embarcação descansará após sua fase de rotação para evitar seu afundamento.

A operação de 'parbuckling' é uma fase muito delicada, na qual as forças têm que ser compensadas para evitar a deformação ou rompimento do casco.

Quando o cruzeiro estiver na posição vertical se passará para a fase seguinte com a instalação de 15 novas boias estabilizadoras, iguais as já instaladas na parte esquerda do casco.

Tudo está pronto, vários testes já foram feitos para garantir que toda a operação de rotação seja perfeita, embora tenham surgido algumas dúvidas sobre o possível impacto meio ambiental que a operação acarretará, por causa de todos os resíduos e líquidos que se acumulam ainda no interior do navio.

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