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Comissão de Direitos Humanos chega ao Maranhão nesta segunda-feira (13)

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Comissão de Direitos Humanos chega ao Maranhão nesta segunda-feira (13)

Senadores da Comissão de Direitos Humanos (CDH) chegam ao Maranhão nesta segunda-feira (13) para ver de perto as condições dos presídios do estado. Eles deverão se reunir com autoridades estaduais e visitar o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

A iniciativa da visita da Comissão de Direitos Humanos do Senado ao Maranhão foi da presidente da CDH, senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo. Na semana passada, Ana Rita informou que, na segunda-feira pela manhã, a comitiva vai se reunir com a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e visitar o Complexo de Pedrinhas. Na parte da tarde, os senadores fazem reuniões com autoridades da administração penitenciária, do Tribunal de Justiça e da Defensoria Pública.

O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, João Capiberibe, do PSB do Amapá, faz parte da comitiva de senadores que vem ao Maranhão nesta segunda-feira. Para ele, a gravidade da situação, com relatos de brigas de facções dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e de decapitação de detentos, exige uma ação imediata.

“Essa situação está expondo o Brasil diante das instituições internacionais de Direitos Humanos. Há uma preocupação global em relação ao que passa ao nível inusitado, absurdo de violência, a que chegou. A ideia é reunir com as principais autoridades do estado e também, se houver possibilidade, fazer uma visita à penitenciária de Pedrinhas, onde esses fatos estão acontecendo com muita frequência”, disse o senador.

Também está previsto para o decorrer da semana uma série de reuniões dos representantes do Comitê de Ações Integradas do Maranhão. Até sexta-feira (24) haverá uma reunião geral na qual serão apresentados os primeiros resultados dos grupos de trabalho.

A situação dos presídios ganhou destaque com os ataques a ônibus em São Luís, comandados por presidiários do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A situação gerou uma crise que mobilizou o governo local e o Ministério da Justiça.

Os ataques fizeram cinco vítimas, uma delas, Ana Clara, de 6 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Os demais permanecem internados. De acordo com os boletins médicos divulgados hoje (12), o quadro das vítimas é estável. Os dois pacientes transferidos do Maranhão para hospitais em Brasília e Goiânia, após sofrerem queimaduras durante ataques a ônibus em São Luís, continuam em estado grave. Os dois pacientes em tratamento no estado devem receber alta nesta semana.

O boletim médico do Hospital Geral de Goiânia informou que Márcio Ronny da Cruz permanece em estado grave, porém estável. Ele respira com a ajuda de aparelhos. Apesar da gravidade do quadro de saúde - 72% do corpo queimado - os médicos estão otimistas, pois as queimaduras não atingiram os órgãos internos, nem as vias respiratórias.

O Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, informou que Juliane Carvalho Santos também mantém quadro clínico grave, porém estável. Apesar de ainda fazer uso de oxigênio, ela apresentou discreta melhora no quadro respiratório. Está programado para amanhã um novo desbridramento, ou seja, um procedimento cirúrgico para retirada de tecido morto.

Ela é a mãe de Ana Clara e de Lorane Beatriz, de 1 ano e 6 meses, que sobreviveu ao ataque e está internada no Hospital Estadual Infantil Juvêncio Matos, em São Luís. Lorane, que teve lesões nos membros inferiores e em uma das mãos, ainda passa por curativos cirúrgicos e está recebendo antibióticos. Ela deve passar por mais um curativo cirúrgico nesta segunda (13). Após o procedimento será avaliada a possibilidade de Lorane receber alta.

Abyancy Silva Santos está sendo atendida no Hospital Geral do Maranhão, também em São Luís. Ela teve 10% do corpo queimado mas não corre risco de morte e pode receber alta a partir de terça-feira (14).

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