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Coroadinho e Anjo da Guarda são os bairros com maior incidência de violência doméstica

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Coroadinho e Anjo da Guarda são os bairros com maior incidência de violência doméstica

O Coroadinho e Anjo da Guarda continuam sendo os bairros com maior incidência de violência doméstica e familiar contra a mulher, em São Luís, comparado com os anos de 2012,2013 e 2014.

A pesquisa referente a 2014 foi apresentada nesta semana pela equipe da Vara Especial de Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, de São Luís, coordenada pelo juiz Nelson Melo de Moraes Rêgo, titular da unidade judicial.

De acordo com as pesquisas da vara (de 2012 a 2014), esse resultado indica a necessidade de intensificação do trabalho de divulgação da Lei Maria Penha entre as mulheres que residem nessas áreas. “É um trabalho que traz, desde o ano de 2012, dados relativos tanto às mulheres agredidas como também do homem autor de violência doméstica e familiar”, explica a equipe multidisciplinar da vara.

Os bairros mais referenciados em 2012 foram Anjo da Guarda (8%), Coroadinho e Turu com 7% cada, seguidos de Anil e Maracanã que empatam com o percentual de 3% cada.

Os dados estatísticos de 2013 por sua vez, mostram que Coroadinho e Turu com 6% cada, ficaram em primeiro lugar como bairros mais recorrentes para a reclamante. O Anil na segunda posição com 3% seguido de Anjo da Guarda e Maracanã, coincidiram em 2%. Vale ressaltar que o número de processos analisados, nos anos de 2012 e 2013 foi de 435.

Já os dados mais recentes, referentes ao ano de 2014, os bairros mais recorrentes como locais de residência da mulher vítima de violência doméstica foram Coroadinho (7%), Anjo da Guarda (5,3%) e Turu (4,6%), seguidos de Bequimão (3,1%), São Francisco (2,9%) e Liberdade (2,4%).

A pesquisa de 2014 foi colhida mediante análise de 414 processos, distribuídos na vara entre os meses de janeiro a abril 2014, sendo os dados colhidos nos meses de agosto a dezembro.

“Na comparação dos dados desse tópico com os levantamentos estatísticos dos anos anteriores, observa-se uma recorrência quanto aos bairros mais citados como locais de moradia da mulher em situação de violência, havendo alteração apenas quanto à posição no gráfico”, destaca o estudo.

Por outro lado, a pesquisa da unidade judicial enfatiza que a violência está presente em todos os cantos da cidade, indo da zona urbana, à zona rural.

Estado civil

No que diz respeito ao estado civil, manteve-se em 2014 a predominância de mulheres solteiras, chegando ao índice de 60%. Essa média é similar aos anos anteriores, com uma pequena diminuição de três pontos percentuais.

Em seguida, encontram-se as casadas, totalizando 20% e as que mantinham relacionamento de união estável, 15%; as divorciadas representaram apenas 4% e as viúvas, 1%. Os números são em média 1% menor se comparado à pesquisa de 2012/2013.

Tipos de violência

Os dados de 2014 demonstram as formas de violência praticadas contra a mulher, a saber: 34,4% são de prática de violência psicológica; 29,2% de violência moral/injúria; 24% de prática de violência física; 71% dos casos a violência foi praticada dentro de casa; dos casos possíveis de identificar, houve uso de armas em 14% e 74 % usaram arma branca, como facas e outros objetos perfuro cortantes. Esses números pouco variaram em relação à pesquisa de 2012/2013.

Sobre o número de pedidos de medidas protetivas, o percentual de 2014 foi cerca de 4% e 2% menor em relação a 2012 e 2013, respectivamente.

Motivação da violência

O inconformismo com o fim do relacionamento continua aparecendo como o principal motivador para a prática da violência, pontuando 26,3%, seguido de problemas decorrentes do uso abusivo e dependência de álcool e outras drogas (18,1%) e do ciúme 13,3%.

A maior percentual, entretanto, foi alcançando por “outros motivos”, com 34,9%. “Trata-se de uma pesquisa quantitativa por amostragem, para o qual se lançou mão de análise documental, que teve como fonte os processos de medidas protetivas de urgência requeridas na própria unidade judicial ou por outras entidades de direito”, observa a equipe da vara.

Com informações do TJMA

 

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