Coronel é encontrado morto um mês após admitir crimes durante ditadura

O coronel da reserva, Paulo Malhães, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (25), em sua casa na Baixada Fluminense.
Malhães prestou depoimento em março à Comissão Nacional da Verdade em que relatava ter participado de prisões e torturas durante a ditadura militar. Disse também que foi o encarregado pelo Exército de desenterrar e sumir com o corpo do deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971.
De acordo com o DHBF, ele teria ficado em poder dos bandidos por 9 horas, entre 13h e 22h.
Aos investigadores, a viúva de Malhães, Cristina Batista, afirmou que o coronel possuía uma coleção de armas e que isso não era segredo. Além do casal, o caseiro também estava na casa e ficou trancando e amarrado em outro cômodo da casa.
De acordo com a pericia, o coronel foi morto por asfixia e sem marcas de tiros em seu corpo, que foi encontrado no chão do quarto, de bruços e com um travesseiro prensando seu rosto.
m nota, a Polícia Civil informou que agentes "buscam imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação" dos suspeitos de assassinar o militar.
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