CPI: Cachoeira deve comemorar liberdade com a família

O primeiro dia de liberdade do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi reservado para o descanso e visitas de parentes. Ele chegou à sua casa, no condomínio Alphaville Cruzeiro do Sul, em Goiânia, por volta das 2h35 desta quarta-feira (21), escoltado por dois veículos, com irmãos e a mulher, Andressa Mendonça, e não havia saído do local até o meio da tarde.
Preso desde fevereiro deste ano, ele recebeu alvará de soltura expedido pela 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e deixou o presídio da Papuda, em Brasília, por volta das 23h50. Parentes e amigos comemoram a decisão e preparam um jantar especial para a noite de hoje. O pai de Cachoeira, Sebastião de Almeida Ramos, 82, que mora em Anápolis, seguirá para Goiânia hoje à noite para rever o filho.
O sobrinho de Carlos Cachoeira, Fernando de Almeida Cunha, vereador em Anápolis pelo PSDB, não confirmou o jantar de comemoração e disse que o tio está feliz por reencontrar a família. “Ele reservou o dia para o descanso, conversas com os filhos e demais familiares. Ele quer saber o que aconteceu aqui fora enquanto esteve preso.”
A previsão é de que Cachoeira se reúna com a equipe de advogados, coordenada por Antônio Nabor Bulhões, a partir de quinta-feira (22). Ele aguardará o julgamento dos recursos em casa.
A juíza Ana Cláudia Costa Barreto, da 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que expediu o alvará de soltura para o contraventor, também sentenciou Cachoeira a cinco anos de prisão em regime semiaberto pelo envolvimento dele na operação Saint-Michel, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal. Cachoeira já recorreu da decisão. A apelação aparece no andamento do processo que corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
Neste caso, Cachoeira responde pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência. A operação Saint-Michel desbaratou um esquema que tentava fraudar o sistema de bilhetagem do transporte coletivo do Distrito Federal. Segundo a investigação, ele queria burlar uma licitação para contratar um sistema de bilhetagem de origem sul-coreana. Se tivesse dado certo, o contrato teria rendido R$ 60 milhões.
A Saint-Michel é um desdobramento de outra operação da Polícia Federal, a Monte Carlo, que apurou suspeitas de corrupção e exploração ilegal de jogos investigou e o envolvimento do contraventor com empresários e políticos. Por conta dessa operação, Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro e permaneceu detido preventivamente no Distrito Federal e em Goiás desde então.
UOL
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