CPI da Espionagem deve definir roteiro das investigações nesta terça-feira (10)

A Cpi da espionagem define nesta terça-feira (10) o roteiro das investigações das denúncias de grampo pelos Estados Unidos. O relator avalia que o monitoramento, que incluiu a Petrobras, tem fins econômicos e empresariais.
Na reunião desta terça-feira, o relator da CPI, senador Ricardo Ferraço do PMDB do Espírito Santo, vai sugerir uma lista de autoridades brasileiras e até estrangeiras que serão convidadas para discutir as denúncias de espionagem de cidadãos, políticos e empresas por parte dos Estados Unidos.
Ferraço não descartou ouvir novamente o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que publicou o esquema de espionagem revelado pelo ex-agente Edward Snowden.
Em audiência na Comissão de Relações Exteriores, Glenn destacou que o monitoramento da Casa Branca não se restringiu a atos de terrorismo ao ressaltar que a Petrobras também foi alvo de espionagem.
Diante da possibilidade de os Estados Unidos não colaborarem, a presidente da CPI, senadora Vanessa Grazziotin, do PC do B do Amazonas, vai solicitar o resultado das investigações que estão sendo feitas pelo Parlamento Europeu e pela Rússia. Ela destacou que a comissão também deverá convocar empresários brasileiros do setor de telecomunicações.
Na semana passada, a CPI aprovou um pedido de proteção policial para o jornalista Glenn Greenwald e para o companheiro dele, o brasileiro David Miranda.
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