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CPI da Petrobras: Foster reafirma opinião sobre refinaria e diz não conhecer acusações de ex-diretor

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CPI da Petrobras: Foster reafirma opinião sobre refinaria e diz não conhecer acusações de ex-diretor

Em mais de sete horas de depoimento à CPI Mista da Petrobras nesta quarta-feira (11), a presidente da estatal, Graça Foster, repetiu as avaliações feitas em vezes anteriores sobre a compra da refinaria de Pasadena. Ela reconheceu que não foi um bom negócio, mas negou que a unidade estivesse sucateada e ressaltou a importância de duas cláusulas omitidas do documento que serviu de base para que o Conselho de Administração autorizasse a aquisição. Disse também que não tem nenhuma informação sobre as acusações ao ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa além do que lê na imprensa. O ex-executivo, que estava livre desde 19 de maio, voltou a ser preso nesta quarta-feira (11), sob a alegação de que poderia fugir do país. Ele teria cerca de US$ 23 milhões depositados em bancos suíços.

A presidente acrescentou que uma comissão interna foi encarregada de investigar se Paulo Roberto Costa atuou como lobista e se, nessa condição, conseguiu contratos para prestadoras de serviço. Segundo ela, a apuração está quase concluída e não foi identificado qualquer contato entre empregados da Petrobras e o ex-diretor. Ela também assegurou que a companhia não tem contratos com empresas do doleiro Alberto Youssef, também preso, que teria relações com Paulo Roberto Costa.

Sobre denúncias de recebimento de propina por funcionários da empresa para acertar contratos com a SBM Offshore, Graça Foster informou a comissão interna criada para apurar os fatos não encontrou indícios de irregularidades.

A SBM, que mantém vínculos com a Petrobras desde 1996, é uma das principais afretadoras de navios-plataformas para a companhia brasileira. Segundo Graça Foster, a estatal tem 23 plataformas alugadas, oito delas da SBM.

Ao explicar a atuação do ex-executivo nas obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, Graça Foster informou que o ex-diretor de Abastecimento não tinha a palavra final sobre contratos e aditivos. Segundo ela, os contratos são aprovados pela diretoria.

A CPI Mista da Petrobras volta a se reunir na próxima quarta-feira (18), às 14h30, para a votação de requerimentos. Já foram apresentados mais de 600 deles e cerca de 380 ainda têm que ser examinados.

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