CPI: presidente da CBF fica em silêncio durante questionamentos sobre corrupção

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Antonio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, 79 anos (foto;dir), ficou em silêncio durante os questionamentos sobre os escândalos de corrupção da entidade durante reunião na CPI do Futebol nessa quarta-feira (16).
A FIFA pediu nesta semana que a Confederação Brasileira de Futebol indenizasse o órgão em quase R$ 20 milhões desviados entre salários, hospedagens e passagens pelos três últimos presidentes da CBF: Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.
Segundo a FIFA os mandatários causaram prejuízo embolsando dinheiro que pertencia ao futebol.
A indenização pedida pela entidade foi um dos temas da reunião da CPI do Futebol com a participação do presidente da CBF, Coronel Nunes. Questionado pelo presidente da CPI, senador Romário (PSB-RJ), sobre as acusações de corrupção, Coronel Nunes ficou em silêncio.
“Excelência, me reservo de não responder quanto a pergunta de entidade corrupção. Me reservo ao direito de não me manifestar porque não tenho contribuição a dar nesse aspecto”, disse o presidente da CBF.
Além de não ficar satisfeito com as respostas do presidente o senador Romário não ficou feliz com a não aprovação de vários requerimentos, entre eles, o de convocação do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira e outros dirigentes da entidade.
Romário afirmou que vai apresentar um relatório paralelo ao do relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Jucá derrubou os requerimentos alegando que não vai expor ninguém que não tenha culpa.
Coronel Nunes assumiu a presidência da CBF em 07 de janeiro após o pedido de licença de Marco Polo Del Nero.
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