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Crise da dívida americana ameaça economia mundial, diz chefe do FMI; entenda o caso

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Crise da dívida americana ameaça economia mundial, diz chefe do FMI; entenda o caso

A crise da dívida dos Estados Unidos ameaça a economia mundial. O alerta foi feito pela chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde (foto), que está em Washington participando participando de encontro como Banco Mundial.

Segundo Lagarde, a falha em aumentar o teto da dívida americana representa mais prejuízos à economia global que o fechamento temporário de uma série de serviços do governo do país.

Dia 17 é o dia D para a possível moratória americana

Tecnicamente o Senado americano deveria autorizar o aumento do teto da dívida pública do país, hoje, estimada em US$ 16 trilhões. Parte desse valor é financiado no mercado com emissão de títulos federais, vistos, antes de terça-feira, como um dos mais seguros do mundo.

Dados revelados pelo Tesouro indicam que, no dia 17 próximo, haverá apenas US$ 30 bilhões em caixa, a metade necessária para as necessidades diárias. Títulos vencidos nesse dia dificilmente serão pagos por falta de dinheiro. Entre os credores americanos, estão vários países asiáticos e europeus.

O aumento do teto da dívida possibilitaria ao presidente Barack Obama continuar movendo a enorme máquina administrativa federal. Se o Senado não aumentar o teto da dívida, vários países e bancos que compraram os títulos federais (que financiam esse déficit) levarão calote internacional e a qualidade desses papeis sofrerá um duro golpe no mercado, perdendo valor de face e só podendo ser revendidos com deságio ou perda. Exemplo: títulos comprados por US$10 mil não não valem a mesma coisa, desde o início da crise, na última terça-feira.

Além disso, as agência de risco que avaliam a capacidade de empresas e países devem rebaixar a nota americana. Uma dessas agências tirou nota do Brasil esta semana, por conta do estouro do  financeiro que atingiu o grupo de empresas de  Eike Batista (OGX, entre outras).

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A chefe do FMI disse que os Estados Unidos precisam reparar suas finanças para evitar uma piora do atual cenário macroeconômico global.

O fechamento temporário de uma série de serviços financiados pelo orçamento federal foi anunciado na terça-feira, o que inclui museus, parques nacionais, projetos de pesquisa na área de saúde e várias repartições públicas.

Ao falar da economia mundial, a chefe do FMI afirmou que há sinais de crescimento e de um certo retorno à estabilidade. Christine Lagarde disse que a zona do euro também mostrava otimismo com uma previsão de crescimento de 1% para 2014.

Nos próximos dias, o FMI deve divulgar mais dados sobre as previsões de crescimento e as tendências da economia.

 

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