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Defesa de Dilma quer incluir gravações de Sérgio Machado no processo de impeachment

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 Defesa de Dilma quer incluir gravações de Sérgio Machado no processo de impeachment

O advogado no processo de impeachment de Dilma, o ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) José Eduardo Cardozo, entregou a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff à Comissão Especial do Impeachment na noite desta quarta-feira (1º).

No documento de 372 páginas, ele solicitou a oitiva de 50 testemunhas além de laudos e perícias para provar que a petista não cometeu crime de responsabilidade na edição de decretos suplementares sem autorização do Congresso Nacional e no pagamento do Plano Safra pelo Banco do Brasil.

Cardozo quer incluir no processo as gravações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que relacionam o afastamento de Dilma a uma tentativa de se barrar a Operação Lava Jato para comprovar que houve desvio de finalidade no pedido de impeachment.

Ao lembrar que o processo de impeachment está restrito às pedaladas fiscais e aos decretos, o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima da Paraíba, não descartou incluir também gravações que comprometem a presidente afastada.

 A Comissão Especial do Impeachment se reúne nesta quinta-feira (2) para votar o cronograma de trabalhos desta segunda etapa. O relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), prevê oitivas de testemunhas, interrogatório de Dilma e alegações finais da acusação e defesa até o dia 21 de julho para votação do parecer final na Comissão no dia 27 de julho e no Plenário no dia 2 de agosto. O advogado de defesa José Eduardo Cardozo adiantou que vai questionar esse calendário. Segundo ele, os processos judiciais não podem ter prazo determinado para o fim.

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