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Detento morto em fuga pode ter sido torturado

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Detento morto em fuga pode ter sido torturado

Em entrevista, os irmãos de Givanildo Gonçalves Lopes, que morreu no Socorrão 2 após ser baleado durante uma tentativa de fuga no Complexo Penitenciário de Pedrinhas no último dia 20, revelaram em que condições o detento faleceu.

“A primeira noticia que eu recebi foi que ele havia sido baleado na fuga. Ele foi atingido na perna e nas nádegas. Às três da tarde, minha cunhada me ligou desesperada dizendo que ele estava entre a vida e a morte. Ele foi para o Socorrão e estava lá com traumatismo craniano e em coma profundo. O médico disse que ele precisava de um milagre”, diz a irmã de Givanildo.

De acordo com a família Givanildo teria sido torturado por monitores que estavam de plantão no dia da tentativa de fuga, o que agravou seu estado de saúde. Sem uma UTI disponível para o tratamento, os parentes de Givanildo tentaram outras unidades, mas ele faleceu sem o atendimento adequado.

O caso levou a família a procurar o Ministério Publico, que durante a tarde desta terça feira oficializou a participação nas investigações em uma reunião com a comissão de investigação. “Eu tomei conhecimento desse evento já no final de semana, através da família. E já orientei que ingressasse no ministério público e perante a secretaria de administração penitenciaria com uma representação pedindo providencias. Hoje eu estou oficializando perante a secretaria a sindicância” declarou o promotor de justiça, Claudio Cabral Marques.

Os 650 monitores do Complexo Penitenciário são terceirizados e, de acordo com o secretário de administração penitenciária, todos são treinados. Segundo o secretario Adjunto da Secretaria de Administração Penitenciaria, João Bispo Serejo, a empresa faz treinamentos antes de enviar os monitores para as unidades penais.Também informou que já está programado um novo treinamento para o mês que vem.

A corregedoria de estabelecimentos penais nomeou um presidente de investigações preliminares, que já está apurando o caso. Lucas Viana, presidente das investigações preliminares, informou que já estão investigando desde segunda feira, mas nenhum detento soube dizer qual foi o monitor que agrediu Gilvanildo.

Reportagem:Lisiane Martins
Imagens:Paulo Henrique
 

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