Dilma anuncia R$7,6 bi para população deficiente; Caixa terá casas populares adaptadas

O programa Minha Casa Minha Vida vai receber mais dinheiro para construir unidades adaptadas aos clientes que tenham deficiências físicas. O investimento do Governo Federal será feito até 2014 e faze parte de várias ações do Viver Sem Limites.
No total, a carteira espera injetar cerca de R$ 7,6 billhões em ações que beneficiarão, em diferentes programas, os mais de 46 milhões de deficientes brasileiros, cerca de 24% da população nacional, segundo dados do IBGE.
Os clientes do Mnha Casa Minha Vida têm renda familiar de até R$ 1,6 mil. O Governo Federal espera contratar 1,2 milhão de casas adaptadas até 2014, dentro do portfólio da Caixa Econômica Federal.
A anúncio foi feito pela presidente Dilma Rousseff, em seu programa semanal de todas as segundas-feiras. Dilma chegou hoje (23) a Nova York, onde participará da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
"A casa própria é uma das coisas mais importantes para garantir autonomia, segurança e uma vida feliz, pois todos nós queremos um cantinho para morar. Essa é uma das minhas prioridades no Viver sem Limite", disse a presidente, ao falar em cerimônia do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, sábado (21).
Investimento na educação
Na área da educação, a presidenta destacou que, por meio do Viver sem Limite, foram entregues 830 ônibus adaptados a prefeituras de 600 cidades, para levar crianças com deficiência às escolas, sejam elas públicas ou ligadas às associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).
Dilma disse que até dezembro serão entregues mais 900 desses veículos e até o ano que vem um total de 2,6 mil. Ela acrescentou que o governo repassou R$ 235 milhões para 26 mil escolas de todo o país se tornarem acessíveis às pessoas com deficiência.
Ainda com foco na acessibilidade, Dilma Rousseff ressaltou que foram criados 30 núcleos de pesquisa em universidades e institutos federais de educação tecnológica, como o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva, em Campinas (SP).
O objetivo é favorecer o desenvolvimento de produtos e equipamentos que facilitam a rotina das pessoas com deficiência.
"São equipamentos como o vocalizador, que ajuda que tem dificuldade na fala, reproduzindo sons ou vozes; as cadeiras ajustáveis, que oferecem mais conforto na sala de aula; softwares que ajudam a alfabetizar as crianças com deficiência; além de órteses e próteses com novos materiais, que reduzem o custo também desses produtos", explicou, ao lembrar que o governo criou uma linha de crédito especial para a compra desses produtos, operada pelo Banco do Brasil.
De acordo com Dilma, foram financiados R$ 66 milhões e o governo pretende liberar o crédito também para que pessoas com deficiência façam obras de adaptação nas suas casas, como a construção de rampas ou a mudança das portas.
Em relação à saúde, a presidenta ressaltou a importância do teste do pezinho em recém-nascidos para detectar alguma deficiência ou doença genética e informou que o governo espera começar, ainda este ano, a oferecer o teste do olhinho para prevenir doenças como a catarata congênita, que é a segunda causa de cegueira infantil, além de ampliar o número de maternidades que oferecem o teste da orelhinha.
A presidente falou também que estão sendo construídos, por meio do Viver sem Limites, três centros de treinamento de cães-guia para auxiliar pessoas com deficiência visual, além da unidade que já foi inaugurada em Camboriú (SC).
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