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Dilma comemora consórcio de Libra, mas senadores divergem sobre leilão do primeiro campo do pré-sal

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Dilma comemora consórcio de Libra, mas senadores divergem sobre leilão do primeiro campo do pré-sal

A presidenta Dilma Rousseff disse que o leilão da exploração do pré-sal no Campo de Libra, na Bacia de Santos, foi um sucesso e que não pode ser confundido com privatização. Em pronunciamento na rede nacional de rádio e TV, a presidenta declarou que há “equilíbrio justo” entre os interesses do Estado e das empresas que vão explorar e produzir o petróleo.

“Pelos resultados do leilão, 85% de toda a renda a ser produzida no Campo de Libra vão pertencer ao Estado brasileiro e à Petrobras. Isso é bem diferente de privatização. As empresas privadas parceiras também serão beneficiadas, pois ao produzir essa riqueza vão obter lucros significativos, compatíveis com o risco assumido e com os investimentos que estarão realizando no país”, disse

Já alguns senadores divergiram opiniões sobre o leilão de Libra, o primeiro campo do pré-sal a ser explorado pelo modelo de partilha que aconteceu nesta segunda-feira (22). Um único consórcio participou da disputa, que garantirá recursos para a educação. O consórcio formado pela Petrobras e pelas empresas Shell, total, CNPC e CNOOC vai explorar o campo de Libra.

O único grupo a participar da disputa ofereceu o lance mínimo de R$ 15 bilhões e ainda terá de repassar para a União 41,65% do que for extraído. Esse é o primeiro leilão do pré-sal pelo modelo da partilha, que prevê a distribuição dos royalties entre todos os Estados e municípios. O senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, que foi à justiça contra a disputa, considerou o leilão um fracasso pela participação de um único consórcio.

“É uma licitação impossível, inviável e deveria ser considerada vazia, deserta, sem ágio, com um consórcio só, não tem pé nem cabeça. O petróleo é brasileiro e deveria ser explorado por uma empresa brasileira e os recursos todo para o Estado. Essa conversa mole que o dinheiro vai para a educação. O bônus vai inteiro para o Tesouro, para o caixa único da União. Os tais royalties para educação vão aparecer, se aparecerem algum dia, daqui a 8, 10 anos. Estamos vivendo uma trágica enrolação.”

Mas o senador Jorge Viana do PT do Acre, argumentou que o modelo da partilha vai garantir recursos para a população ao lembrar que 75% dos royalties deverão ser investidos em educação.

"O nosso governo conseguiu um mecanismo no melhor negócio para o Brasil e para os brasileiros. O sistema de partilha está dando certo. E não tem como fazer o maior negócio de petróleo do mundo sem a presença dos chineses. Eles são hoje o endereço do capital internacional. Mas o bom é que estamos fazendo um bom negócio do ponto de vista econômico sempre com a presença do estado brasileiro."

O senador Alvaro Dias do PSDB do Paraná criticou o leilão ao afirmar que o governo só estava de olho no dinheiro oferecido na disputa.

“Aqueles que demonizaram a privatização em campanhas eleitorais realizaram a maior privataria da história do Brasil. Um enorme prejuízo, já que estamos entregando de forma temerária um enorme patrimônio nacional por um preço muito aquém. O governo está de olho grande nos R$ 15 bilhões que auferirá com a privatização desse patrimônio denominado Libra.”

O campo de Libra produzirá 1 milhão e 400 mil barris de petróleo por dia.

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