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Dilma tentará manter corte de 20,2% na conta de luz em 2013

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Dilma tentará manter corte de 20,2% na conta de luz em 2013

 

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira que está disposta a iniciar uma nova rodada de cortes nas tarifas de energia em 2013. Após prometer 20,2% em setembro, o governo confirmou na terça-feira que só poderá garantir redução de 16,7% em função da resistência das estatais de São Paulo (Cesp), Minas Gerais (Cemig) e Paraná (Copel) , controladas por governos do PSDB.

"Reitero meu compromisso de buscar no início do ano mais um esforço para diminuir a tarifa de energia. Reduzir o preço da energia é uma tarefa que o governo federal não recua", disse.

A presidenta mencionou indiretamente a oposição tucana, afirmando que os 20,2% de redução na conta de luz não foram possíveis por negativa "daqueles que não entendem a importância desta medida".

Segundo Dilma, as três estatais que recusaram o modelo de renovação antecipada e condicionada de concessões são "insensíveis à redução do custo da energia no País".

O discurso da presidenta foi feito durante o 7º Encontro Nacional da Indústria (Enai) promovido pela Conferação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Dilma também reconheceu que o desempenho do setor produtivo no ano ficou aquém do esperado. "É verdade que neste ano de 2012 tivemos um desempenho bastante precário da indústria", declarou.

classificado pela presidenta como "elo fundamental da nossa logística". Dilma ainda promete uma segunda novas concessões de aeroportos, desta vez regionais, até o final deste ano e, para o começo de 2013, uma nova rodada de concessão de blocos de petróleo e gás.

A presidenta lembrou que o cenário internacional exige respostas do Brasil. "Além de recessão, temos uma imensa quantidade de produtos procurando mercados, uma competitividade muito agressiva. Políticas monetárias, tsunami financeiro, todo mundo sabe, não há a menor probabilidade da gente não se posicionar diante disso", defendeu.

Dilma destacou que o mix de câmbio e juros (mais baixos) "nos permite reduzir custo do investimento no Brasil". Ressaltou também que o real estava valorizado diante das taxas de juros e que uma das medidas para fazer face à crise é a redução do custo de capital.

* Com Agência Estado

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 

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